Participações IOP na ASCO 2019

5 de junho de 2019

Oncologista clínico do IOP destaca os bons resultados da ASCO 2019

O encerramento da ASCO Annual Meeting 2019 aconteceu no dia 4 de junho, evento considerado o maior congresso de oncologia do mundo e que contou com a presença de cerca de 42 mil participantes de todo o globo, confirmando os bons resultados de tratamentos com imunoterapia para câncer de cabeça e pescoço e câncer de pulmão avançado.

Atualizou-se e se confirmou o benefício do uso de quimioterapia combinada à imunoterapia Atezolizumabe, com aumento de 29% no tempo da sobrevida mediana das pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático, uma forma agressiva da doença, lembrando que esse medicamento foi recentemente aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.

Chamou a atenção dos especialistas o tratamento do sarcoma, uma forma rara de tumor que pode se originar em músculos e outras partes do corpo, onde a avaliação de mutações sinalizou uma perspectiva de melhora nos resultados de quimioterapia. Ao mesmo tempo, o estudo confirmatório esperado de imunoterapia com Laratumumabe neste cenário, infelizmente, não mostrou benefício se comparado à quimioterapia convencional. Assim, a quimioterapia continua sendo o tratamento padrão.

Não é só no Brasil que há sérias disparidades sociais em acesso à saúde, pois o debate sobre o acesso a tratamento de qualidade e em tempo hábil nos EUA também foi tema de palestra plenária, onde a implementação da lei, realizada pelo ex-presidente Barack Obama, tornou o sistema de saúde americano mais acessível (Affordable Care Act), resultando em melhor acesso aos negros americanos, enquanto que outro estudo mostrou que esta lei impactou favoravelmente no diagnóstico e tratamento mais precoce para pacientes de câncer de ovário.

No câncer de próstata com metástases, o estudo ENZAMET confirmou melhora da sobrevida dos pacientes que associaram Enzalutamida oral ao tratamento padrão, isso significa que se cria uma perspectiva de tratamentos orais menos agressivos que a quimioterapia convencional, ainda muito importante para esses pacientes.

O oncologista clínico João Soares Nunes, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), esteve presente no congresso mundial e observou: “Neste ano, a ASCO teve um tom mais humanista, onde a cerimônia de abertura trouxe o médico-escritor Atul Gawande com um tema inspirador, propondo aos oncologistas que repensem seus papéis no cuidado e aconselhamento dos pacientes, indo muito além do aspecto técnico do tratamento”.

Dr. João Soares Nunes ressalta o estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Arizona, que confirma a relação de obesidade e aumento do risco de câncer de mama. Ele ressalta: “Na mulher pós-menopausa, a cada 5 kg de peso acima do ideal aumenta-se o risco de câncer de mama de 4% a 8%. O efeito sanfona não aumentou esse risco, e aquelas pacientes que fizeram cirurgia bariátrica e mantiveram o peso controlado reduziram o risco de câncer de mama em 42%”. O médico destaca, também, que “Chegou o momento de os oncologistas reafirmarem para as pacientes a importância do controle do peso e da atividade física para a prevenção do câncer (principalmente de mama) e promoção da saúde em geral”.

 

Médica do IOP participa da ASCO 2019

A médica Ana Cléa Santos Andrade, oncologista clínica do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), participa da edição da ASCO 2019, evento promovido pela American Society of Clinical Oncology. Realizado em Chicago, Estados Unidos, de 31 de maio a 4 de junho, no Centro de Convenções McCormick Place, o Congresso Americano de Oncologia estima a presença de mais de 40 mil oncologistas e especialistas, que debatem os avanços e estudos sobre o câncer.

Confira o destaque indicado pela oncologista clínica:

“O estudo Monaleesa-7 randomizou pacientes na pré-menopausa com câncer de mama metastástico luminal, ou seja com receptores hormonais positivos, entre receber duplo bloqueio hormonal isolado (Tamoxifeno ou inibidor de aromatase + análogo LHRH) versus combinado com Ribociclib. Os dados são considerados superanimadores e haverá, com certeza, uma mudança de conduta com grande benefício na redução de toxicidade e melhor qualidade de vida pra essas mulheres.

Os dados de sobrevida livre da doença já haviam sido apresentados anteriormente e já eram bastante animadores e nesta edição da ASCO foi apresentado um abstract com dados de sobrevida global e diferença significativa para as mulheres que receberam Ribociclib, com 70% de sobrevida versus 36% para aquelas que não receberam a nova droga.
Essa nova estratégia de tratamento pode ser utilizada com segurança na primeira linha de tratamento para doença metastática, mesmo com comprometimento visceral, poupando pacientes da toxicidade da quimioterapia.”

 

Oncologista clínica do IOP participa da ASCO 2019

A médica Ana Maria de Oliveira Santos, oncologista clínica do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), participam da edição da ASCO 2019, evento promovido pela American Society of Clinical Oncology. Realizado em Chicago, Estados Unidos, de 31 de maio a 4 de junho, no Centro de Convenções McCormick Place, o Congresso Americano de Oncologia estima a presença de mais de 40 mil oncologistas e especialistas, que debatem os avanços e estudos sobre o câncer.

Confira o principal destaque indicado pela médica:

“Na ASCO 2019, foram apresentados em sessão oral os primeiros resultados do Estudo SOLO 3, que compara o uso de Olaparib (inibidor da Parp) versus quimioterapia convencional para pacientes portadoras de câncer de ovário recidivado, BRCA mutado, platino sensível (recidiva com intervalo de tempo maior ou igual a 6 meses). As pacientes recebiam um dos dois braços de tratamento até sinais de progressão de doença. Os dados do estudo já disponíveis mostram resultados positivos em termos de taxa de reposta objetiva, com ganho para Olaparib de 72% x 51%, além de ganho em SLP (sobrevida livre de progressão) com 13.4 meses para o grupo Olaparib x 9.2 meses para o grupo quimioterapia.

Os eventos adversos relacionados ao Olaparib foram manejáveis, podendo ser esta medicação utilizada com segurança. Desta forma, o Olaparib torna-se uma boa alternativa para esta população específica de pacientes portadoras de neoplasia maligna de ovário, que, na maioria das vezes, já foram politratadas, ou seja, receberam duas ou mais linhas de quimioterapia prévia, e para as quais é importante se manter a qualidade de vida além do aumento de sobrevida.”

 

 

Oncologista clínico do IOP participa da ASCO 2019 e destaca estudo BASKET

O médico Fabricio Augusto Martinelli de Oliveira, oncologista clínico do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), participou da ASCO 2019, evento promovido pela American Society of Clinical Oncology e realizado em Chicago, Estados Unidos. O Congresso Americano de Oncologia contou com a presença de mais de 40 mil oncologistas e especialistas, que debateram os avanços e estudos sobre o câncer.
Confira o principal destaque apontado pelo oncologista clínico:

“Neste ano, um dos meus destaques vai para o estudo BASKET, que avaliou a eficácia e a segurança da droga experimental Lurbinectedina em pacientes com câncer de pulmão pequenas células, após falha a uma linha de quimioterapia. Como principal resultado do estudo, houve um ganho de sobrevida global maior do que comparando com Topotecano (única medicação aprovada para uso neste cenário).
Os resultados ainda são preliminares, mas promissores, principalmente para uma doença cuja sobrevida em 5 anos é de 7% ou menos. Fico feliz em ter, recentemente, conduzido um estudo clínico para câncer de pulmão de pequenas células com a Lurbinectedina em nosso Centro de Pesquisas Clínicas”.

 

 

 

 

Médico do IOP mostra os avanços do tratamento oncológico apresentados na ASCO e destaca a importância dos pesquisadores e pacientes-voluntários

 O oncologista clínico Nils Gunnar Skare, do Instituto de Oncologia do Paraná, faz uma análise sobre o Congresso mundial de Oncologia, considerado o mais importante da área.

 “A reunião anual da ASCO (American Society of Clinical Oncology), apesar do nome, não congrega apenas oncologistas clínicos, mas cirurgiões, radioterapeutas, enfermeiros, bioquímicos e biólogos, ativistas sociais, representantes de grupos de  pacientes, etc. Mais de 40 mil pessoas de várias procedências unem-se durante 5 dias para discutir múltiplos temas relacionados ao estudo e ao tratamento do câncer. A reunião deste ano aconteceu no período compreendido entre os dias 31 de maio a 4 de junho.

Durante a ASCO, além de aulas sobre assuntos variados, há apresentação sobre as mais recentes linhas de pesquisa e dos mais importantes trabalhos relacionados ao tratamento e aos avanços dentro da oncologia.

Os grandes estudos de oncologia geralmente são apresentados como novidade nesta reunião e, ao mesmo tempo, alguns são publicados nas mais importantes revistas médicas.

Na ASCO 2019, chama muita atenção a importância de detalhes em biologia molecular e a relevância da imunoterapia com o uso de vários medicamentos que permitem que a célula tumoral possa ser reconhecida pelo organismo hospedeiro e destruída.

Com o advento desta nova forma de tratamento, pacientes com múltiplos tipos de tumores estão apresentando respostas melhores e mais duradouras com aumento de sobrevida e em alguns casos até cura.

O estudo mais detalhado do câncer de pulmão revela que existem vários subtipos, com alvos moleculares diferentes, que podem ser atingidos por drogas orais com resultados surpreendentes e duradouros, melhor até do que com a quimioterapia tradicional. A pesquisa básica e a clínica vão revelando cada vez mais esses alvos terapêuticos.

Quando o câncer começa a apresentar resistência ao tratamento, há necessidade de se descobrir maneiras de resolver esse impasse. Várias drogas novas estão surgindo visando à solução desse problema.

Nem todos os trabalhos apresentados dão resultados positivos. Em alguns casos, o que parecia ser um tratamento muito promissor revela-se decepcionante quando se amplia o número de pacientes, ou seja, quando se passa de um estudo fase 2 para fase 3. Nesses casos a alternativa é começar tudo de novo, às vezes voltando à pesquisa básica para encontrar soluções.

Em cada reunião da ASCO aparecem avanços em várias áreas e com o passar do tempo, felizmente, temos resultados animadores. Esses avanços exigem o esforço de uma multidão de pesquisadores e também a participação de um grande número de pacientes-voluntários.

O IOP tem participado desses estudos e com isso tem também a possibilidade de fazer avaliações moleculares visando estudar o caso de cada paciente para poder oferecer o melhor tratamento.”