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Importância da Enfermagem no tratamento contra o câncer

Pré-consulta de Enfermagem garante eficácia no atendimento

O paciente ao chegar a uma unidade IOP é direcionado para a pré-consulta de Enfermagem. Este serviço é realizado por técnicas de Enfermagem, sob supervisão de uma enfermeira responsável técnica, e tem grande relevância na construção do histórico do paciente e continuação da assistência.

“A atuação da Enfermagem nos consultórios se inicia na pré-consulta do paciente até o auxílio nos exames médicos. Na pré-consulta verificamos os sinais vitais e os dados antropométricos (peso e altura) dos pacientes. Neste momento, extraímos o máximo de informação possível do paciente, por exemplo, se é diabético, hipertenso, se foi internado nos últimos meses, se teve alguma queda, se está com dor. Após a avaliação, ele é liberado para a consulta com o médico. Sou da unidade Mateus Leme, mas também atuo na unidade IOP-Oncoville a fim de aprender e me adequar aos processos hoje padronizados.

Descobri que podia ajudar as pessoas a partir do momento de uma experiência própria, cuidando de minha avó até os seus 100 anos de vida, portadora do Mal de Alzheimer.”

Giuliane Cristina de Lima, técnica em Enfermagem, unidade IOP-Mateus Leme.

 

PICC – procedimento de implante de cateter venoso central de inserção periférica

 Sempre buscando o melhor para os seus pacientes, a equipe de Enfermagem do Grupo IOP realiza o procedimento de implante e manutenção do Cateter Central de Inserção Periférica (PICC), visando oferecer bem-estar e melhora da qualidade de vida para quem está na luta contra o câncer. O PICC é um dispositivo intravenoso inserido através de uma rede venosa periférica que progride até uma rede venosa central (veia cava superior ou inferior), adquirindo, então, características de um cateter venoso central. Os pacientes em tratamento quimioterápico que possuem o PICC poderão contar com diversos benefícios, entre eles a redução de riscos para flebites, extravasamentos e múltiplas punções, diminuindo a dor e desconforto.

 “O PICC – cateter venoso central de inserção periférica é utilizado para a administração de medicamentos. Visando qualificar ainda mais a assistência aos nossos pacientes, surgiu a necessidade de se montar um time PICC. Atualmente, eu sou a primeira enfermeira habilitada para a realização do PICC e já há mais duas enfermeiras no processo de finalização para serem habilitadas também. O PICC proporciona menor risco de complicações ao paciente comparado a um cateter venoso central, que é realizado em centro cirúrgico, enquanto o PICC é feito em ambulatório.

A enfermagem é a profissão do cuidar e não me vejo fazendo outra coisa. O cuidado com o paciente é essencial, assim como a empatia. Estar no lugar do próximo sempre, fazendo o bem e da melhor maneira possível é o que eu tenho de objetivo na vida.”

Marcela Vitorasi Zanella, enfermeira especialista em Oncologia e Hematologia, unidade IOP-Oncoville.

 

Pacientes do IOP contam com aplicativo exclusivo para monitorar sintomas

 Com o objetivo de aumentar ainda mais a interação entre o corpo clínico, equipe multidisciplinar e seus pacientes, os pacientes do IOP têm acesso ao aplicativo gratuito WeCancer. No IOP, além dos oncologistas, a equipe de nutrição, enfermagem, farmácia e psicologia fazem parte do grupo que acompanha as informações disponibilizadas no aplicativo, possibilitando um tratamento ainda mais individualizado. Os usuários do aplicativo também poderão utilizar o chat disponível no WeCancer para sanar dúvidas.

“O App WeCancer é uma plataforma especializada no cuidado ao paciente fora do ambiente hospitalar e proporciona maior segurança de dados ao paciente de acordo com a LGPD. Diante da pandemia e demandas dos pacientes do IOP, unimos a tecnologia ao cuidado direcionado. No conforto de sua casa, pelo celular, o paciente atualiza diariamente o que está sentindo em decorrência do tratamento e da doença, inclusive a intensidade de sintomas. Se necessário podem abrir chat para receber orientações específicas. Essas informações chegam imediatamente até a mim, que sou responsável pelo contato inicial aos pacientes do IOP, e se necessário integro o paciente com a equipe multidisciplinar por meio das informações fornecidas.

Cuidar de pessoas é minha maior realização, amo o que faço. E nesse momento no qual todos devemos nos isolar fisicamente, mantenho os cuidados aos pacientes de forma remota, realizando meu atendimento com embasamento científico e com a experiência de 15 anos na oncologia, sem deixar de lado a empatia necessária para a efetividade do atendimento.”

 Enfermeira oncológica Regiane Cristine Fabris Walewski Bastos, unidade-Mateus Leme.

 

Gerenciamento da Dor

 O Instituto de Oncologia do Paraná faz parte do Projeto InovaDor, uma certificação oferecida pela Sociedade Brasileira de Estudos para a Dor (SBED). A equipe de Enfermagem do IOP participou de todas as ações que definiram o protocolo relacionado ao controle da dor e o IOP, mais uma vez, faz parte de um grupo pioneiro nessa certificação, já que poucas clínicas do país buscam práticas de controle da cor.

O Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, fundado em 1995, é uma referência no diagnóstico e tratamento do câncer. Oferece atendimento de profissionais capacitados e atualizados em relação aos principais avanços terapêuticos e tecnológicos disponíveis na oncologia.

 “O Gerenciamento da Dor no IOP tem o objetivo de atender a demanda dos nossos pacientes oncológicos que em alguma fase do seu tratamento podem apresentar este sintoma. A dor pode ter origens distintas, podendo causar limitações e sofrimento ao paciente, tornando desta forma a sua identificação e manejo indispensáveis para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente.

 No setor de Quimioterapia a avaliação da Dor é realizada em todos os atendimentos na aferição dos dados vitais, e conforme a intensidade o paciente recebe atendimento pela equipe de Enfermagem com medidas não farmacológicas. Ainda seguindo o nosso Protocolo da Dor e baseados no critério intensidade e desconforto causado pela dor, podemos solicitar a avaliação pelo médico assistente ou plantonista, ou, ainda, encaminhar o paciente para acompanhamento com a médica especialista em dor.

 A Enfermagem é a ciência do cuidado, escolhi esta profissão por acreditar que posso sempre contribuir com meus conhecimentos, técnicas, respeito e empatia, para o bem-estar de uma pessoa. Eu amo o que eu faço, e sou grata pela oportunidade que tenho na vida. Obrigado Deus eu sou Enfermeira!”

Rosângela Sumiko Ueda, enfermeira especialista em Oncologia. Atua no setor de Quimioterapia da Unidade IOP-Oncoville.

 

Touca térmica ajuda a diminuir queda de cabelo e aumentar a autoestima

Passar por um tratamento oncológico altera todos os sentidos de quem está realizando, não somente pela expectativa por bons resultados e pela preocupação com os familiares, mas também e, principalmente, por como serão os efeitos colaterais da quimioterapia. E um desses efeitos pode ser justamente o que causa alteração na autoimagem dos pacientes: a alopecia ou a chamada queda de cabelo.

A crioterapia capilar, comumente chamada de touca hipotérmica, é indicada para diagnósticos e tratamentos quimioterápicos específicos, e contribui para a redução da perda dos cabelos durante o processo de quimioterapia. Desta maneira, a sua indicação deve ser rigorosa, visto que a mesma não é recomendada para todos os pacientes ou todos os esquemas de quimioterapia. É necessário consultar o oncologista clínico responsável pelo tratamento quimioterápico para que ele possa liberar o uso e a equipe de Enfermagem para ser orientada em relação às indicações e porcentagens de eficácia para cada tipo de protocolo quimioterápico.

 “A touca hipotérmica é usada na prevenção da queda de cabelo e na manutenção da autoestima dos pacientes. O protocolo para determinação de qual paciente está habilitado a fazer uso da touca é rigoroso. A perda dos cabelos é uma das grandes preocupações das mulheres, principalmente, pois mexe diretamente com sua autoestima e vida social durante o tratamento. Com a touca hipotérmica, é possível devolver a confiança da mulher neste momento tão crítico, fazer com que ela perceba o tratamento de outra forma e que a tecnologia veio para ajudar em um tratamento efetivo. Fui o responsável por realizar o treinamento dos profissionais da equipe de Enfermagem e me sinto gratificado. Sempre me identifiquei com a humanização, e o curso de Enfermagem tem isso intrínseco. O tratamento oncológico é diferenciado por que tratamos também a família, além do paciente, o que torna a assistência mais humana e participativa.”

Luciano Waltrick, enfermeiro especialista em oncologia, cuidados paliativos e estomaterapia, unidade IOP-Oncoville.

 

Manual de Orientações de Quimioterapia para pacientes e familiares

O Manual de Orientações da Quimioterapia traz informações que ajudam o paciente e familiares a compreenderem melhor o tratamento oncológico, como prevenir e até mesmo agir frente aos possíveis efeitos colaterais, fornecendo orientações gerais para o paciente conhecer mais sobre a doença e participar do seu tratamento.

 “Uma das primeiras questões que lidamos com os pacientes são seus mitos e medos, desmistificar a doença, orientar principalmente sobre todo o tratamento que irá realizar. O que deve saber e o que pode acontecer durante o tratamento. Cada organismo é único, mas é importante que o paciente tenha um direcionamento a seguir. Nas orientações iniciais, abordamos as reações que podem ocorrer durante a infusão e depois em casa, além do que ele poderá fazer, como, por exemplo, uso de um medicamento que poderá melhorar ou prevenir algum efeito colateral, para que não sofra com ele. Damos todo o suporte necessário e a equipe fica à disposição, seja presencialmente, por telefone ou pelo aplicativo o WeCancer, para que ele se sinta confortável e seguro. Fornecemos um material personalizado – Manual de Orientações a todos os pacientes que iniciam o tratamento conosco, com orientações gerais e específicas sobre o tratamento, possíveis efeitos colaterais e sua condução.

Ter vontade de ajudar as pessoas se tornou meu lema de vida e me encontrei na profissão.”

Karen Danielli das Chagas Pinheiro, enfermeira especialista em oncologia, setor de Quimioterapia unidade IOP-Oncoville.

Atendimento domiciliar

A fim de garantir segurança e excelente atendimento para os seus pacientes, o IOP criou o serviço de Atendimento Domiciliar devido à pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19). O objetivo principal é minimizar a circulação e a exposição dos pacientes oncológicos pertencentes aos grupos de risco ao vírus. Para tanto, profissionais da equipe de Enfermagem se deslocam até o domicílio do paciente para administrar medicações na forma subcutânea e intramuscular.

“O trabalho em atendimento domiciliar começou em março de 2020 devido à pandemia. O IOP, ciente da necessidade de preservar seus pacientes, mas manter o tratamento, realizou diversas rotinas de segurança na instituição, e o atendimento domiciliar foi complementar a essas medidas, com o intuito de evitar a exposição aos pacientes de risco. Foi muito bem aceito e estendido até hoje para todos os pacientes. Os profissionais deste setor vão paramentados à casa dos pacientes para fazer a aplicação destas medicações, garantindo a segurança que o IOP sempre prezou. Vim para a área da saúde motivada pela experiência que tive com um familiar que teve a doença. Gosto da área da saúde e pretendo me aprofundar cada vez mais.”

Adriele Cardoso, técnica em Enfermagem do setor de Quimioterapia, unidade IOP-Oncoville.

                                                   

Projeto Enfermeiro Navegador

O IOP iniciou no mês de dezembro o Projeto Enfermeiro Navegador, coordenado pela enfermeira Carla Gabardo. O projeto consiste em assistir o paciente de forma direcionada, atender às suas necessidades, identificar barreiras e facilitar a comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos, ajudando a reduzir riscos evitáveis, complicações e excesso de intervenções. O projeto inicialmente foi direcionado às pacientes com câncer de mama em tratamento clínico inicial, porém, o escopo de atendimento será ampliado, e, em breve será estendido a novos pacientes de outras patologias.

“O desafio em assumir o projeto Enfermeiro Navegador é estimulante e motivador, pois as premissas principais do projeto estão relacionadas ao cuidar, orientar, acompanhar, auxiliar e minimizar toda a demanda e sofrimento que o diagnóstico oncológico e seu tratamento podem trazer para a vida do paciente e seus familiares. Percebo uma apreciação e maior confiança por parte das pacientes envolvidas nesse processo, principalmente por serem acolhidas e auxiliadas quando mais necessitam de orientação. Por exemplo, no primeiro dia de sua sessão de quimioterapia, ela já sabe como será a infusão, e isto reduz sua ansiedade e medos, além de ter o acompanhamento sequencial deste profissional durante o tratamento e até quando for preciso. Para nós da Enfermagem o cuidar vai além do dever, pois o que queremos é auxiliar, conduzir, impactar e contagiar nossos pacientes por uma eternidade.

Cuidar e fazer o bem alimenta a minha alma.”

Carla Gabardo, enfermeira especialista em Quimioterapia e Administração Hospitalar, Enfermeira Navegadora Grupo IOP e responsável técnica do Valencis Curitiba Hospice.

 

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