IOP oferece mais um procedimento que beneficia pacientes com câncer

4 de março de 2020

IOP oferece mais um procedimento de enfermagem para beneficiar os pacientes em quimioterapia

Sempre buscando o melhor para os seus pacientes, a equipe multidisciplinar do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP constantemente apresenta novidades que irão potencializar a segurança nos tratamentos e, principalmente, oferecer mais bem-estar e qualidade de vida para quem está na luta contra o câncer. A novidade mais recente vem das equipes de Enfermagem das unidades Mateus Leme e Oncoville. A partir de agora, o IOP realizará o procedimento de implante de cateter venoso central de inserção periférica, o PICC, que tem se destacado como uma alternativa de acesso venoso que irá oferecer mais segurança para pacientes adultos.

A responsável pelo Serviço de Enfermagem da unidade IOP no Oncoville, Karin K. Dircksen Nóbrega, explica que o PICC é um dispositivo intravenoso inserido através de uma veia periférica que progride até a veia cava superior ou inferior, adquirindo características de um cateter venoso central. Esta diretriz institucional assistencial tem como objetivo uniformizar as ações de enfermagem referentes à inserção, manutenção e retirada de cateteres venosos. “Os pacientes em tratamento quimioterápico poderão contar entre os principais benefícios com a redução de riscos para flebites, que é um processo inflamatório atingindo a parede interna de uma veia, extravasamentos de drogas e a redução de múltiplas punções, diminuindo a dor e desconforto”, cita.

Para a realizar o implante do PICC, o profissional de enfermagem precisa ser capacitado com qualificação teórico-prática com duração de 20 horas de curso, como proposto pela Resolução 258/2001(COFEN). Para validar o curso também é necessário realizar cinco inserções com o acompanhamento do instrutor para ele ser efetivamente habilitado. Atualmente o IOP possui três enfermeiros capacitados para realizar o procedimento em todas as unidades. “O procedimento de implantação do PICC é ambulatorial, com a utilização de anestesia local, sem a necessidade a internação em um hospital. Em cerca de 2 horas, o cateter é introduzido através da rede venosa em membros superiores chegando até região mediastinal e servirá para administrar os quimioterápicos de maneira mais eficaz e segura. ”

Aparelho moderno evita riscos para o paciente
Para verificar se o cateter foi implantado no lugar correto, a equipe de Enfermagem do IOP também contará com um novo aparelho: um Ultrassom tridimensional de última geração chamado Sherlock, que guia os profissionais em tempo real mostrando onde o cateter está localizado. “No processo mais antigo utilizava-se um Ultrassom bidimensional, onde conseguíamos puncionar a veia mais profunda, porém não conseguíamos acompanhar o trajeto do cateter com precisão até a veia cava, necessitando confirmação da posição do cateter através de um Raio-X”, exemplifica.

O PICC pode ser utilizado com fármacos com extremos de PH, ou seja, aqueles abaixo de 5 e maior que 9, pois possuem alto potencial agressivo para o vaso sanguíneo. Antes do procedimento, o paciente passa por uma orientação de como será o processo, desde sua preparação para a implantação, como os cuidados que precisa ter depois, já que ficará com um curativo durante todo o tratamento e haverá a necessidade de realizar a troca do mesmo uma vez por semana.

Para quais pacientes o PICC é indicado?
A indicação pode ser do médico ou da equipe de Enfermagem que irá avaliar a rede venosa do paciente e propor em conjunto com médico assistente esse procedimento. Entre as pessoas que podem utilizar o PICC estão aquelas que não ficarão muito tempo em tratamento, portanto sem a necessidade de um cateter central totalmente implantado, pacientes que foram submetidas à mastectomia bilateral, aqueles que apresentam rede venosa prejudicada por outros tratamentos anteriores e também pacientes com indicação de protocolos adjuvantes e neoadjuvantes. Pacientes que já estão em tratamento também podem utilizar, mas é necessário passar por uma avaliação e verificar como estão os acessos venosos.

No entanto, existem os pacientes que não são indicados para a utilização do PICC, são eles: pacientes com risco de trombose, os que apresentam um número baixo de plaquetas, em tratamento prolongado, presença de lesões na pele, paciente renal crônico e quando já chegam com flebite intensa, sem a possibilidade de utilizar o acesso. “O PICC chega para oferecer mais segurança e qualidade aos pacientes durante a infusão de medicações antineoplásicas”, finaliza Karin K. Dircksen Nóbrega.