IOP realizou Fórum de Debates sobre Uro-oncologia

8 de novembro de 2019

IOP realizou Fórum de Debates sobre Uro-oncologia

 O Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, realizou, no dia 07 de novembro, o seu Fórum de Debates, com o tema “Uro-oncologia”.  A reunião dos experts no assunto promoveu uma discussão sobre a prostectomia robótica e o tratamento em primeira linha do câncer de próstata.

A prostatectomia (retirada da próstata) realizada pela robótica é considerada menos invasiva, pode causar menos dor e trauma e ainda possibilita alta precoce aos pacientes, se comparada às cirurgias convencionais. A técnica cirúrgica é conhecida mundialmente e permite a preservação dos nervos responsáveis pela ereção, assegurando resultados superiores no controle do câncer e na prevenção da continência urinária e da função sexual. Já o “Tratamento de primeira linha em mCSPC” – Câncer de Próstata Metastático Sensível à Castração foi bastante explorado durante a ASCO 2019.

Abrindo a programação do Fórum, o cancerologista Luiz Antonio Negrão Dias fez uma comparação da evolução dos casos de câncer de mama e de próstata no Brasil, constando o crescimento dos casos do câncer masculino em relação ao feminino. Acrescentou que os tratamentos do câncer de próstata evoluíram e até mesmo a compreensão no entendimento da doença aumentou.

O cirurgião Sandro Faria, do Núcleo de Cirurgia Robótica do Hospital Albert Einstein (SP) e do Hospital Vera Cruz, de Campinas (SP), abordou os temas “Otimizando resultados de prostatectomia robótica” e “Prostatectomia no Câncer de Próstata Metastático”. Para ele, “A cirurgia robótica pode ser otimizada fazendo o uso de três fatores: o primeiro é realizando um estudo de caso previamente, com exames de imagem, principalmente a ressonância magnética da próstata, associado em segundo plano à expectativa e à necessidade do paciente. Pacientes mais jovens têm expectativas de qualidade vida mais intensa. Também temos que levar em conta as questões oncológicas, sendo doenças oncológicas mais agressivas ou menos agressivas. Essa combinação de expectativa de tratamento oncológico com qualidade de vida que nos faz pensar em uma cirurgia mais agressiva ou menos agressiva oncologicamente falando. Quanto mais oncológico eu sou, mais curativo eu sou, mas correndo o risco de piorar a qualidade de vida. O terceiro parâmetro está exclusivamente na técnica cirúrgica. A forma de realizar cirurgia robótica vem mudando ano a ano. Hoje é possível preservar estruturas e com isso ter um resultado funcional cada vez melhor”.

O oncologista clínico Fabricio Martinelli, do IOP, falou sobre “Tratamento de primeira linha em mCSPC” – Câncer de Próstata Metastático Sensível à Castração. “Está ocorrendo uma grande evolução nesse tipo de tratamento e novas drogas têm surgido e isso é muito importante para que o paciente tenha um tratamento bom logo no início para aumentar o seu tempo livre de doença e a sua sobrevida”.

O urologista Murilo de Almeida Luz, coordenador do Fórum de Debates, citou quais as principais novidades no tratamento do câncer de próstata: “Novas drogas vêm surgindo para o câncer metastático sensível à castração. Hoje temos pelo menos novas quatro novas medicações que foram acrescentadas ao rol terapêutico. O câncer de próstata em geral teve uma evolução bastante importante nos últimos anos tanto no ponto de vista cirúrgico quanto das terapias sistêmicas”.

Os brasileiros estão mais atentos com os exames preventivos ou ainda é preciso evoluir ainda mais? Quem respondeu a esta pergunta foi o urologista Jonatas Pereira: “É preciso reforçar sempre, através de campanhas. É importante a conscientização da população. Hoje é perceptível os efeitos das campanhas, que já estão bem sedimentadas, e a população masculina tem procurado mais prevenção do câncer de próstata, eventualmente por conta própria ou por influência dos familiares e da esposa, principalmente”.