2º Fórum de Debates IOP sobre Câncer de Reto reúne especialistas em Curitiba

15 de julho de 2016

2º Fórum de Debates IOP sobre Câncer de Reto reúne especialistas em Curitiba

O Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) realizou, no dia 14 de julho, o seu 2º Fórum de Debates, desta vez abordando o câncer de reto e formas de preservação e os aspectos que envolvem o câncer colorretal. O evento, ocorrido nas dependências da unidade IOP no Oncoville, contou com as presenças de oncologistas, radioterapeutas, proctologistas, cirurgiões e demais profissionais da área interessados no assunto.

A primeira palestra, sob o tema “Preservação do órgão para preservar a função”, coube ao médico Rodrigo Oliva Peres, atualmente cirurgião do Instituto Angelina & Joaquim Gama e médico associado ao Departamento de Gastroenterologia da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com o cirurgião, que defendeu seu ponto de vista, “Evitar a cirurgia tem o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes com câncer retal, evitando, por exemplo, uma colostomia”.

Tulio E. F. Pfiffer, oncologista clínico, abordou “Quimioterapia para preservação de adenocarcinoma de reto”. Dr. Tulio Pfiffer é médico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, pesquisador do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e secretário geral do Grupo Brasileiro de Tumores Gastro Intestinal. Para ele, “tumor de reto necessita de radioterapia” e que “Quem tem resposta completa, tem uma sobrevida maior”.

Fechando a programação do 2º Fórum de Debates, o radioterapeuta Antônio Cássio Assis Pellizon, diretor do Departamento de Radioterapia do A.C. Camargo Cancer Center, que abordou “Planejamento da Radioterapia”. Para o especialista, “Este é um momento muito importante. Nos últimos 30 anos, tivemos grandes avanços nos tratamentos de câncer de colorretal, aumentando a sobrevida global dos pacientes de 30% para 60%”.

Durante o evento, foi abordado um estudo que reforçou os dados da professora titular de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Angelita Habr-Gama, que mostrou que um subgrupo de pacientes com câncer de reto que obtém resposta completa após neoadjuvância com quimiorradioterapia pode se beneficiar de não realizar a cirurgia para ressecção do reto.

Confira as fotos do evento – http://migre.me/umvI0