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95% dos casos de câncer de pele são causados pelo sol

Sinal de alerta: 95% dos casos de câncer de pele estão relacionados ao sol

A CNN Brasil – canal de televisão por assinatura brasileiro – divulgou no início deste ano uma projeção em que estima 185,6 mil novos casos de câncer de pele no Brasil para 2022, e que aproximadamente 177 mil brasileiros devem contrair câncer de pele não melanoma, o mais comum e menos agressivo, sendo 83,7 mil em homens e 93,1 mil em mulheres, esses últimos dados são os oficiais do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Vale lembrar que apesar de os dados serem o que temos disponíveis em termos de estatística nacional, eles são subestimados, tendo em vista que não se tem a real condição de contar o número de pacientes diagnosticados pela forma como são registrados os casos no Brasil.

A ocorrência de elevadas temperaturas, com muitas cidades registrando recorde de ondas de calor, tem influenciado essas estatísticas. Embora a temperatura não cause diretamente câncer de pele, favorece com que as pessoas usem menos roupas e fiquem mais tempo expostas ao sol, principal fator de risco para o aparecimento da doença, aliado ao aumento da expectativa de vida, que representa maior tempo de exposição solar, frequentemente sem a necessária proteção.

De acordo com o oncologista especialista em Cirurgia Oncológica de Pele, Luciano José Biasi, “a população precisa aprender a se proteger do sol e da exposição prolongada”. Neste início de ano, várias cidades brasileiras chegaram a atingir a casa dos 40ºC. A região Sul, que apresenta os maiores índices de câncer de pele do Brasil, tem registrado temperaturas históricas. Porto Alegre, por exemplo, já bateu neste ano a casa dos 40,1ºC, e, em 2019, chegou a registrar 40,3. “Com as temperaturas cada vez mais elevadas e os crescentes casos de câncer de pele no Brasil, é preciso desenvolver hábitos de proteção contra o sol”, reforça o oncologista.

Biasi cita que a causa do câncer de pele é uma associação de fatores, como as características do próprio indivíduo, por exemplo, as peles claras que possuem pouca melanina, possibilitando uma menor proteção aos raios solares. Outro fator determinante é a predisposição genética. “Existem dois tipos diferentes de câncer de pele: o carcinoma e o melanoma. O primeiro representa a maioria dos casos, porém o melanoma, apesar da incidência ser de apenas 1% dos casos no Brasil, é o mais perigoso.”

Sol: lei de causa e efeito

Durante evento internacional ocorrido em 2021, o professor Claus Garbe, da University of Tubingen, Alemanha, apresentou dados da Internacional Agency for Research on Cancer (IARC) da OMS, localizada em Lyon, França, que analisa a epidemiologia de todos os tipos de câncer, e revela que podemos considerar que 95% dos casos de câncer de pele em adultos são diretamente causados pela exposição ao sol. “Antigamente, não se sabia a estatística real, qual número, não tínhamos conhecimento se por ventura havia a relação de causa x efeito real com o câncer de pele e o sol. Hoje, além de conhecer esse mecanismo, podemos projetar o futuro; acredita-se que em 2020 tivemos diagnósticos de 1,5 milhão de casos de câncer de pele no mundo, sendo que poderemos chegar a mais de 2,7 milhões ao ano até 2040”, aponta Dr. Luciano Biasi.

Previna-se

O câncer de pele é o tumor mais fácil de se diagnosticar, pois está na parte exterior do corpo. O autoexame é importante e precisa ser realizado uma vez ao mês. “A pessoa deve se olhar sem roupa em frente ao espelho. Caso verifique qualquer sinal de mancha diferente ou novas pintas acompanhadas ou não de coceiras e sangramentos, recomenda-se procurar rapidamente um dermatologista”, destaca Dr. Luciano Biasi.

A principal dica para a prevenção contra o câncer de pele é se proteger do sol com chapéus e bonés, camisetas com proteção solar UV e protetor solar com índice FPS de no mínimo 30, principalmente nos horários em que a quantidade de raios UVB é maior, das 10h às 14h, reaplicando a cada 2 ou 3 horas. “Pessoas com peles mais claras e que se queimam com facilidade devem optar por um FPS igual ou superior a 50”, sugere o oncologista.

Prevenir é sempre fundamental em quaisquer doenças, no caso do câncer de pele, prevenção é um conjunto de atitudes fotoprotetoras que devem fazer parte do nosso cotidiano, não importando em que estação do ano ou lugar estejamos.

Tratamento

A forma de tratamento para o câncer de pele geralmente é cirúrgica, mas em alguns casos específicos, como no carcinoma, pode ser associada com sessões de radioterapia. Depois dos procedimentos, o paciente deve ser acompanhado entre 5 e 10 anos, mas o cuidado precisa ser permanente, com consultas a um dermatologista pelo menos uma vez ao ano pelo resto da vida.

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