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Alteração no hábito intestinal: é hora de procurar um médico

Alteração no hábito intestinal ocorre por diversos motivos

O corpo humano abriga trilhões de microrganismos, entre eles bactérias, fungos, vírus e outros micróbios, e a maioria deles vive no intestino, formando a chamada microbiota intestinal. As bactérias exercem diferentes funções, como a remoção de toxinas, o auxílio na digestão e até mesmo o monitoramento das “bactérias ruins”. Vale dizer que uma microbiota equilibrada ajuda no processo de digestão e no processo de obtenção de vitaminas essenciais para o corpo, aumentando, com isso, imunidade.

Uma pessoa pode apresentar alterações no hábito intestinal como diarreia, consistência das fezes, sensação de inchaço e queimação, sensação de peso ao se alimentar e isso passar durante um tempo – pode acontecer por diversos fatores como, por exemplo, estresse, consumo de alimentos processados, de álcool ou até mesmo uma viagem pode provocar uma mudança de hábito no intestino. Porém, se persistir, a recomendação é que se procure um médico para verificar o que está acontecendo com o trato gastrointestinal, pois uma série doenças podem estar relacionadas à irregularidade da evacuação, consistência das fezes, inchaço abdominal. Entre elas encontram-se a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

Uma das características da Doença de Crohn é que o processo inflamatório pode atingir todo o sistema digestivo, ou seja, a partir da boca, passando pelo estômago, intestinos até chegar ao ânus. Se não for tratada adequadamente, pode causar déficits nutricionais, perda de peso e perfuração por causa da inflamação crônica. Os fatores de risco envolvem a idade, geralmente antes dos 30 anos, mas pode acontecer em qualquer idade, histórico familiar, uso de tabaco, dieta rica em gordura e alimentos industrializados.

A Retocolite Ulcerativa é uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica não contagiosa, em que há inflamação e ulcerações no intestino grosso (cólon) e no reto em sua camada mais superficial, a mucosa, levando ao aparecimento de sintomas como diarreia, hemorragia, cólicas e febre. Se não tratada, pode predispor ao câncer de cólon. Alguns fatores risco estão ligados à Retocolite Ulcerativa, como histórico familiar da doença, ascendência judaica Ashkenazi e idade entre 15 e 30 anos.

Câncer de cólon

O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura.

Segundo o oncologista clínico Gustavo Vasili Lucas, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, “Ainda não se sabe exatamente quais as causas do câncer de cólon e reto, mas existem alguns fatores de risco que podem influenciar o aparecimento deles, como má alimentação – dieta gordurosa, hipercalórica, pobre em fibras e consumo excessivo de carne vermelha; constipação intestinal; pólipos – crescimento anormal de tecido nas paredes do cólon e reto, tipo verrugas; histórico familiar – de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau tem risco aumentado; doenças inflamatórias – Doença de Crohn, colite ulcerativa; doenças hereditárias – representam 5% dos casos de câncer colorretal. Neste caso, as pessoas herdam mutações genéticas, que causam a Síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar, por exemplo.

Como melhorar o funcionamento do intestino

Para melhorar o funcionamento do intestino, é preciso prestar atenção na qualidade dos alimentos ingeridos, visando preservar as bactérias intestinais “do bem”.

1. Consumir menos açúcar;

2. Aumentar a ingestão de fibras, pois elas reduzem o tempo de contato da mucosa intestinal com toxinas e combatem radicais livres;

3. Evitar alimentos que causam sensibilidade: isso vai da percepção de cada pessoa ao observar se algum alimento causa problemas intestinais.

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