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ANS aprova novo medicamento para o tratamento do câncer de próstata

A utilização de um novo medicamento aumentará as opções terapêuticas contra esse tipo de tumor

No último dia 30 de maio a diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou novas indicações de uso para o medicamento Enzalutamida para o tratamento em pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração. De acordo com a Agência, a nova medicação deverá ter a cobertura obrigatória dos planos de saúde para esse cenário.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. O Instituto Nacional de Câncer – INCA aponta que, em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. Por esse motivo, a utilização de um novo medicamento aumentará as opções terapêuticas contra esse tipo de tumor.

A eficácia e a segurança da nova droga foram analisadas em um estudo multinacional de fase III, onde 1.150 homens com câncer de próstata metastático sensível à castração foram aleatoriamente designados a usar Enzalutamida ou placebo, associados à terapia de privação androgênica.

Para o uro-oncologista Jônatas Luiz Pereira, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, essa aprovação ajudará muitos pacientes com câncer de próstata avançado que precisam potencializar o tratamento com base no bloqueio da testosterona.

“Hoje sabemos que a coluna dorsal do tratamento do câncer de próstata avançado é o bloqueio do hormônio masculino produzido pelos testículos. Alguns anos atrás, isso era feito pela orquiectomia, que é a remoção cirúrgica dos testículos (castração cirúrgica), ou pelo uso de medicamentos injetáveis que inibem a produção da testosterona (castração química).”

Com a publicação de novos estudos científicos, entende-se que é possível intensificar a castração pela adição de medicamentos orais, e que a combinação de tratamentos tem melhores resultados de sobrevida quando comparada à terapia isolada. A Enzalutamida é um desses agentes orais. “Vale lembrar que o medicamento já é aprovado para uso em outras fases dessa mesma doença. Os estudos de fase 3, ENZAMET e ARCHES, que avaliaram o papel da Enzalutamida na primeira linha de tratamento, demonstraram ganho de sobrevida global para todos os pacientes, independentemente do volume de metástases, com redução do risco de morte na ordem de 33-34 por cento”, aponta Jônatas Luiz Pereira.

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