ANVISA aprova novo medicamento para tratamento do câncer escamoso avançado de esôfago

8 de março de 2021
Os pacientes com câncer escamoso de esôfago irressecável ou metastático que já realizaram quimioterapia baseada em fluoropirimidina e platina agora têm um novo e importante aliado no tratamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA aprovou, em agosto de 2020, o uso do medicamento nivolumabe.

A aprovação aconteceu depois dos resultados positivos do estudo fase III ATTRACTION-3 que avaliou 419 pacientes randomizados e apontou que a utilização do anti-PD-1 nivolumabe promoveu a redução de 23% do risco de óbito, independente da expressa de PDL-1 quando era comparado com a quimioterapia. Em outras análises de eficácia, a taxa de resposta ao tratamento com nivolumabe foi 19%. Já a taxa em eventos adversos relacionados ao tratamento foi de 18%. Nesse caso, os pacientes relataram com mais frequência a redução do apetite, diarreia e fadiga.

O oncologista clínico João Soares Nunes, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, conta que a aprovação trouxe um grande avanço nos tratamentos desses pacientes. “Este cenário costuma ser desafiador e muito grave para o paciente. A aprovação do nivolumabe traz uma alternativa que garante resposta tumoral equivalente, associada à melhor qualidade de vida e aumento estatisticamente significativo da sobrevida do paciente quando comparada à quimioterapia padrão. Vale ressaltar que o ganho de sobrevida independe do tumor expressar o marcador PD-L1, alvo deste novo medicamento, sendo benéfico a todos os pacientes.”

Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA mostram que o câncer de esôfago é o sexto mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres, sem contar o câncer de pele não melanoma. O tipo mais frequente, representando 96% dos casos, é o câncer de esôfago epidermoide escamoso.