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Apresentado na ASCO GU 2022 estudo clínico ARASENS

Apresentado na ASCO GU estudo clínico ARASENS voltado ao câncer de próstata metastático hormônio sensível

Aconteceu, entre os dias 17 a 19 de fevereiro, o Simpósio de Cânceres Geniturinários de 2022 da ASCO – American Society of Clinical Oncology. O evento teve como objetivo apresentar descobertas inovadoras no estudo, diagnóstico e tratamento de doenças malignas geniturinárias.

Segundo o uro-oncologista e cirurgião oncológico Murilo de Almeida Luz, do Instituto de Oncologia do Paraná, chamou a atenção um estudo clínico voltado ao câncer de próstata metastático hormônio-sensível, o ARASENS. “Esse estudo clínico, de fase III, duplo cego, randomizou 1.306 pacientes em 1:1 para os braços do estudo, sendo que os pacientes receberam 600 mg de darolutamida duas vezes ao dia ou placebo correspondente além de terapia anti-androgênica + docetaxel. As coortes foram estratificadas pelo estadiamento TNM e pelos valores de fosfatase alcalina. Os desfechos do seguimento foram a progressão da dor, aquisição de resistência a castração, tempo até o primeiro evento esquelético (implantes secundários) e início de outra terapia antineoplásica.”

De acordo com dados do estudo, foi avaliada a sobrevida global de pacientes com câncer de próstata metastático hormônio sensível tratados com darolutamida ou com placebo correspondente, ambos combinados com a terapia de depleção androgênica e docetaxel.

“A darolutamida é um inibidor do receptor androgênico estruturalmente distinto e altamente potente que demonstrou melhora na sobrevida global (SG) e na sobrevida livre de metástases em comparação com placebo (PBO), além de uma baixa incidência de eventos adversos emergentes do tratamento (TEAEs) em pacientes com câncer de próstata não metastático resistente à castração (CPRC). O estudo clínico ARASENS investigou se DARO em combinação com terapia padrão de privação androgênica (ADT) + docetaxel aumentaria a SG em pacientes com câncer de próstata metastático hormônio-sensível (CPHSm)”, cita o cirurgião oncológico.

A conclusão do estudo foi que a darolutamida (DARO) aumentou sobrevida global em pacientes com câncer de próstata metastático hormônio sensível, além de ter diminuído as taxas de resistência à castração, de ocorrência de eventos osteoarticulares (ossos e articulações) e de piora do quadro da dor. “O estudo clínico ARASENS mostrou que a darolutamida é um medicamento com bom potencial terapêutico na população estudada e que futuramente poderá ser adotado para pacientes em situação semelhante”, destaca Dr. Murilo de Almeida Luz.

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