Câncer de esôfago é mais comum em homens. Saiba mais sobre a doença!

3 de agosto de 2022

Câncer de esôfago é o 6º mais frequente no país

Também conhecido como câncer esofágico, ele pode acometer qualquer pessoa, mas é muito mais comum entre os homens, especialmente após os 50 anos. Embora tenha dois subtipos predominantes: o adenocarcinoma e o carcinoma epidermoide escamoso, este último é o responsável por 96% dos casos. A novidade é que o adenocarcinoma vem avançando progressivamente no país e no globo, dados os fatores de risco a ele relacionados: obesidade, doença do refluxo gastroesofágico e esôfago de Barret.

O câncer de esôfago ou câncer esofágico é uma lesão maligna que começa nas células que revestem o interior do esôfago. Dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA estimam 11.390 novos casos em 2022. No Brasil, ele é o 6º tipo mais frequente no grupo masculino, é o 15º tipo entre as mulheres. No mundo, ocupa a 8ª posição entre os tumores mais frequentes.

O esôfago é um órgão tubular, oco, que mede aproximadamente 25 centímetros de comprimento e faz parte do sistema digestivo. Ele liga a faringe, na região do pescoço, até o estômago. Esse órgão é o responsável por levar os alimentos da boca ao estômago. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de esôfago tem chances de cura, mas para tanto é preciso identificar os sinais e buscar logo uma avaliação médica.

“Os casos de adenocarcinoma (que surge principalmente na região da porção mais inferior do esôfago) vem aumentando tanto no Brasil como no mundo, devido a fatores de risco a ele relacionados, como a obesidade, a doença do refluxo gastroesofágico e o esôfago de Barret”, aponta Luis Felipe Matiusso, oncologista clínico do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP.

Sintomas

Em fase inicial, o câncer de esôfago não costuma apresentar sinais, mas com o evoluir da doença, a pessoa pode apresentar sintomas como dificuldade para engolir (disfagia) ou dor, dor retroesternal, dor torácica, sensação de obstrução da passagem do alimento, náuseas, vômitos, perda de apetite. Outras manifestações podem ocorrer como rouquidão, tosse, azia, indigestão, halitose (mau hálito), sangue no vômito, fezes escuras.

Causas

As causas ainda são desconhecidas, mas há alguns fatores de risco ligados ao desenvolvimento do tumor, como tabagismo, abuso de bebidas alcoólicas, obesidade, infecção por HPV, ingestão de alimentos e bebidas excessivamente quentes, exposição de longo prazo a vapores químicos (produtos usados em limpeza a seco).

Diagnóstico

“Realizamos uma endoscopia digestiva, procedimento em que o médico introduz pela boca do paciente um tubo fino com uma câmera na ponta, descendo até o esôfago. Podemos examinar a parede do esôfago e colher uma amostra de tecido (biópsia) para ser analisada no microscópio. Caso o diagnóstico seja confirmado, poderão ser solicitados outros exames, como tomografia e ressonância magnética, para ver a evolução da doença e se espalhou para outros órgãos”, cita o oncologista clínico.

Tratamento

O tratamento do câncer de esôfago vai depender da gravidade da doença (estágio) e as condições gerais de saúde do paciente. As estratégias terapêuticas incluem:

– Cirurgia: usada quando o tumor está restrito ao esôfago;

– Radioterapia: é uma opção para quando o tumor não pode ser completamente extraído. A radioterapia também é usada para diminuir o tamanho, controlar o crescimento e também para aliviar dores e sangramentos que podem ocorrer;

– Quimioterapia: pode ser combinada com a radioterapia. Dependendo do caso, pode ser usada antes e depois da cirurgia, para aumentar as chances de cura ou diminuir o tamanho do tumor;

– Imunoterapia: tipo de tratamento que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente;

– Cuidados paliativos: sem finalidade curativa, visa alívio de sintomas.