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Câncer de Pulmão: O quarto mais incidente no Brasil

Morre a jornalista Glória Maria em decorrência de um câncer

A jornalista e apresentadora Glória Maria morreu nesta quinta-feira, dia 2, por complicações decorrentes de um câncer no cérebro. Ícone da TV brasileira, a jornalista, que foi a primeira a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, mostrou mais de 100 países em suas reportagens – Globo Repórter e Fantástico – e protagonizou momentos históricos e marcantes, revelando um mundo que até então poucos conheciam.

Em 2019, Glória Maria foi diagnosticada com um câncer de pulmão e realizou tratamento com imunoterapia. Obteve sucesso e voltou às atividades na televisão. Pouco tempo depois, a jornalista teve metástase no cérebro, realizou cirurgia e chegou, de acordo com informações da emissora que trabalhava, a ter êxito, porém, os novos tratamentos não avançaram e ela foi hospitalizada onde ficou até esta manhã.

Uma das características mais marcantes da jornalista sempre foi a fé e o otimismo, e isso ficou marcado também pelo modo como encarou a doença e o longo tratamento nos últimos anos. Glória sempre que podia citava o valoroso trabalho da equipe médica e multidisciplinar, tratando a todos com muito carinho e deferência.

A apresentadora deixa duas filhas adolescentes e uma legião de fãs. Fica o legado de pioneirismo e a obra desta jornalista que abriu as portas para uma geração que foi inspirada em seu exemplo de força e superação.

Câncer de pulmão

Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer de pulmão é o quarto mais incidente no Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma. O tabagismo e outras formas de fumo do tabaco, incluindo o fumo passivo, é o principal fator de risco, sendo responsável por 90% dos casos. Parar de fumar reduz gradualmente o risco de desenvolver câncer de pulmão, embora não aos níveis basais.

Fatores ocupacionais e ambientais também estão associados ao aumento da incidência de câncer de pulmão, como exposição ao amianto, radônio e fumaça da queima de madeira. Doenças pulmonares associadas à inflamação, como fibrose pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica, deficiência de alfa-1 antitripsina, tuberculose, também têm sido associadas a um aumento estatisticamente significativo na incidência de câncer de pulmão.

A maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta doença avançada no momento do diagnóstico, isso pode refletir a biologia agressiva da doença e a frequente ausência de sintomas até que a doença localmente avançada ou metastática esteja presente.

De acordo com a oncologista clínica Caroline de Nadai Costa, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são tosse, dispneia, fadiga, dor torácica, perda de peso e tosse com sangue.

Pacientes de alto risco e com alta carga tabágica podem ser diagnosticados assintomáticos por meio de triagem com tomografia computadorizada de baixa dose.

O tratamento de pacientes com câncer de pulmão depende do tipo de célula (células não pequenas versus células pequenas), estágio do tumor, características moleculares e uma avaliação da condição médica geral do paciente.

Previna-se!

Vale lembrar que o câncer de pulmão é uma doença curável se diagnosticada no início e, mais importante, uma doença evitável. O passo mais importante para reduzir a chance de desenvolver um câncer de pulmão é parar de fumar. “A prevenção ainda é a melhor escolha”, destaca Dra. Caroline de Nadai Costa.

 

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