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Câncer de rim é silencioso? Saiba mais sobre o assunto

Câncer de rim é silencioso? Saiba mais sobre o assunto

De repente você repara que aquela dor nas costas não vai embora, mesmo tomando os remédios de sempre, aqueles que foram receitados há muito tempo para um outro tipo de dor, o que é errado, fazendo massagem, etc. e resolve procurar ajuda médica. Deixou o tempo passar e agora recebe um diagnóstico de câncer nos rins.

Segundo a cirurgiã oncológica Talitha Mendes de Paula, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, “O câncer renal geralmente não mostra sintomas, mas em estágios avançados pode apresentar sintomas como a clássica tríade: dor nas costas (lombar), hematúria (sangue na urina) e massa abdominal palpável”. O diagnóstico geralmente é realizado pelo exame de imagem (ultrassonografia e/ou tomografia computadorizada, que possibilita a verificação do estadiamento da doença e extensão para outros órgãos) ou investigação de hematúria microscópica. Em muitos casos, a forma mais frequente de diagnóstico são os achados incidentais em exames de rotina como a ultrassonografia do abdômen.

O carcinoma renal de células claras (CRCC) é o principal tipo de câncer que pode atingir o rim e corresponde a aproximadamente 80% dos casos. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, a incidência estimada é de 7 a 10 casos para cada 100 mil habitantes. O prognóstico depende, dentre outros fatores, da idade do paciente e no estádio da doença no diagnóstico e a presença de tumores renais é mais comum em pessoas entre os 50 e 70 anos de idade, sendo duas vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres.

Para prevenir a doença é preciso ficar atento a alguns fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão, diabetes, história familiar e Síndrome de Von Hippel-Lindau – doença genética rara, de herança autossômica dominante, que propicia a formação de tumores, incluindo o câncer renal.

Tratamento

Basicamente, o tratamento do câncer renal vai depender do tamanho do tumor e, principalmente, se há metástases. Quando localizado somente no rim, pode ser realizada a cirurgia de retirada parcial ou total, a chamada nefrectomia radical. A indicação depende da localização e tamanho do tumor. Sempre que possível a cirurgia mais conversadora deve ser priorizada devido à grande importância dos rins para todo a funcionamento do corpo. O uso de imunoterapia, combinado com medicações que controlam o crescimento de vasos sanguíneos para os tumores (pembrolizumabe e axitinibe), também é uma opção de tratamento. “É preciso ligar o sinal de alerta quando tratamos um paciente com outro tipo de câncer, como mama, melanoma, bexiga, por exemplo, pois ele pode migrar para os rins – as metástases –, aí o tratamento é discutido com a equipe para indicação de um novo protocolo terapêutico específico, dependendo de inúmeros fatores”, destaca a cirurgiã.

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