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Câncer do colo do útero e sua relação com o vírus do HPV

O vírus do HPV está presente em mais de 99,7% dos casos

O câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é causado pela infecção persistente de alguns tipos oncogênicos do HPV (papilomavírus humano). O vírus está presente em mais de 99,7% dos casos, sendo dois tipos do HPV, 16 e 18, responsáveis por quase 70% dos cânceres cervicais. A forma de transmissão do vírus é pelo contato sexual: vaginal, oral ou anal.

É um dos tumores malignos mais frequentes na população feminina e a quarta causa de mortes de mulheres por neoplasias no Brasil. Isso ocorre em função do diagnóstico tardio. “Leva de 15 a 20 anos para o câncer cervical se desenvolver em mulheres com o sistema imunológico normal, porém, pode levar apenas 5 a 10 anos em mulheres com sistemas imunológicos enfraquecidos, como aquelas com infecção pelo HIV não tratada”, aponta a oncologista clínica Rosane do Rocio Johnsson, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP.

Riscos

Para mulheres que tiveram múltiplos parceiros sexuais, comparado com um parceiro, o risco é de aproximadamente duas vezes com dois parceiros e três vezes com seis ou mais parceiros. Idade precoce ao primeiro parto (menos de 20 anos) e paridade crescente (três ou mais partos a termo) também influenciam. 

A oncologista clínica cita a importância de se realizar exames periódicos preventivos, como o Papanicolau (exame de rastreamento para detecção do câncer de colo do útero), assim como estar atenta aos sinais do corpo é fundamental, pois o câncer cervical pode ter altas taxas de cura (80 a 90%) se diagnosticado em estágio inicial e tratado prontamente.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer do colo do útero são:

  •  Sangramento vaginal irregular ou intenso – como sangramento entre menstruações ou sangramento durante ou após o sexo;
  • Sangramento após entrar em menopausa;
  • Secreção vaginal incomum;
  • Dor ou desconforto durante a relação sexual;
  • Lombalgia (dor nas costas);
  • Dor ao urinar.

Vacina do HPV

O papilomavírus humano é responsável por infectar cerca de 75 a 80% da população sexualmente ativa, que vão adquirir o HPV do trato genital antes dos 50 anos de idade. Até o momento, são conhecidos mais de cem tipos diferentes do vírus, sendo o HPV 16 e 18 os responsáveis por até 73% dos casos de colo uterino. O tipo 16 é conhecido como sendo de alta probabilidade de se desenvolver a doença – cerca de 400 vezes. Já o tipo 18 é considerado provável alto risco, com probabilidade de 50 vezes de se ter a doença.

A vacina do HPV é uma aliada contra o principal fator causal, o papilomavírus. Atualmente existem 4 vacinas que foram pré-qualificadas pela OMS, todas protegendo contra os tipos de HPV 16 e 18, que são conhecidos por causar pelo menos 70% dos cânceres cervicais. A vacina 9-valente protege contra 5 tipos adicionais de HPV oncogênicos, que causam mais 20% dos cânceres cervicais. Duas das vacinas também protegem contra os tipos de HPV 6 e 11, que causam verrugas anogenitais.

Sistema vacinal

O Brasil implantou um plano de vacinação em 2014 e, desde então, oferece a vacina para meninas de 9 a 15 anos e para meninos de 11 a 14 anos (potenciais transmissores) nos postos de saúde. O Ministério da Saúde distribui à população brasileira a vacina quadrivalente, usada para a prevenção de lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e de câncer do colo do útero em mulheres, além de verrugas genitais em mulheres e homens, relacionados ao HPV 6, 11, 16 e 18. Os outros subtipos do HPV têm cobertura vacinal pelas redes privadas.

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