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Câncer do endométrio tem mais de 90% de cura se diagnosticado em fase inicial

O endométrio está localizado no interior do útero, sendo composto por células glandulares que uma vez por mês descamam e resultam na menstruação. Estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer) mostram que o tumor no endométrio é o sexto o mais frequente entre as mulheres, perdendo para o câncer de mama, intestino, colo uterino, pulmão e estômago, respectivamente. Os principais fatores de risco estão relacionados à vida moderna que muitas pessoas possuem atualmente, facilitando o aumento do sedentarismo e principalmente da obesidade. O menor número de gestações e fatores genéticos também estão entre os motivos para o desenvolvimento do tumor, porém são menos frequentes. câncer do endométrio

 

A médica do serviço de Cirurgia Oncológica do IOP, Dra. Audrey Tieko Tsunoda, explica que o câncer do endométrio é mais comum em mulheres que já passaram dos 45 anos de idade ou que já estão na menopausa. “O principal sintoma é o sangramento, principalmente nas mulheres que já não menstruam mais. Quando isso acontece, é fundamental que a pessoa busque atendimento médico o mais rápido possível, verificando as causas e, se o diagnóstico for positivo, iniciar o tratamento imediatamente. Mais de 80% dos tumores do endométrio são diagnosticados em fase inicial, aumentando as chances de cura em mais de 90% dos casos.”

 

Como a maioria das pacientes descobre o tumor no início ele é muito curável e possui vários recursos de tratamento, mas em boa parte dos casos somente a cirurgia é utilizada, sem a necessidade de quimioterapia ou da radioterapia. A cirurgia consiste na retirada do útero, das trompas e dos ovários, além da remoção dos linfonodos quando necessária. “A cirurgia pode ser feita, na maioria dos casos, por via minimamente invasiva utilizando-se a robótica ou a laparoscopia. Isso possibilita que a paciente tenha uma boa recuperação e em 15 dias consiga voltar normalmente para as suas atividades diárias”, aponta a oncologista.

 

Depois que a mulher faz o tratamento e consegue manter uma vida saudável, com atividades físicas regulares e uma alimentação correta, com baixo consumo de colesterol, consegue diminuir as chances de o tumor recidivar, ou seja, voltar. “Por outro lado, quem não consegue mudar os hábitos de vida, mesmo após a doença, tem riscos de o câncer voltar. Por essa razão, manter uma vida saudável e longe dos abusos é fundamental para manter a saúde e evitar surpresas desagradáveis”, finaliza.

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