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Câncer: saiba a diferença entre prevenção primária, secundária e terciária

A prevenção do câncer engloba ações para reduzir os riscos de se ter a doença

 

Segundo relatório do Peso Global do Câncer, publicado no final de 2021, que incluiu dados de 204 países e territórios, inclusive do Brasil, os casos de câncer estão aumentando no mundo como um todo. Cresceram 26% de 2010 a 2019, quando foram registrados 23,6 milhões de novos diagnósticos da doença em todo mundo – em 2010, esse número girava em torno de 18,7 milhões.

 

Para fazer frente a essa estatística, prevenção é a palavra de ordem. Campanhas de incentivo de prevenção e diagnóstico precoce, com os meses do ano adotando cores para simbolizar determinado tipo de câncer, alertam a população com ações que possam reduzir os riscos de se ter a doença. “E quando se fala em prevenção, deve-se ter em mente que existem três tipos: primária, secundária e terciária”, cita o oncologista clínico Gustavo Vasili Lucas, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP.

 

A prevenção primária está ligada ao fato de se impedir que o câncer se desenvolva, ações voltadas para evitar a exposição a fatores de risco. Isso inclui a adoção de um modo de vida saudável – alimentação balanceada, prática de exercícios físicos, evitar a obesidade, não fumar e zero tolerância para bebidas alcoólicas. Além disso, é preciso também tomar as vacinas (da hepatite e HPV, potenciais causadores de alguns tipos de câncer) e evitar a exposição solar. A hereditariedade é um fator que não é possível prevenir de forma primária.

 

A segunda forma de prevenção, a secundária, tem como objetivo detectar e tratar doenças pré-malignas ou cânceres assintomáticos iniciais. Como exemplo, temos os exames de Papanicolau e teste de HPV (colo do útero), e colonoscopia para casos de tumores de colorretal. Para mama, a mamografia, para pulmão, a tomografia.

 

A prevenção secundária é feita por meio de rastreamento e exames para o diagnóstico precoce da doença. “Já é de conhecimento que quanto antes se detectar o tumor no estágio inicial, quando geralmente é assintomático, maiores serão as chances de cura e menos invasivo é o tratamento”, aponta o oncologista clínico.

 

Já a prevenção terciária é o tratamento propriamente dito. Que consiste em cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. De acordo com Dr. Gustavo Vasili Lucas, “Na prevenção terciária, tudo vai depender da gravidade da doença e do estado geral de saúde do paciente. Podemos utilizar uma técnica conservadora ou radical. O paciente também pode ser tratado com uso de drogas-alvo, é o que chamamos de medicina personalizada, que vai utilizar o próprio organismo para aumentar o sistema autoimune e combater as células cancerígenas”.

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