Carnaval: todo cuidado com o HPV

3 de fevereiro de 2020

Carnaval: todo cuidado com o HPV
O Carnaval está se aproximando e as pessoas querem se divertir. Nessa época, homens e mulheres acabam se relacionando mais e algumas pessoas acabam escolhendo parceiros desconhecidos.

De acordo com a oncologista clínica do IOP, Rosane do Rocio Johnsson, é aí que o vírus HPV (Papiloma Vírus Humano) pode encontrar uma brecha caso haja relação sexual sem proteção. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais, cerca de 45 podem infectar a área genital feminina e masculina. “O conselho é sempre usar a camisinha de boa procedência, que vai proteger tanto do HPV quando de outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Geralmente quem tem comportamento sexual inadequado acaba apresentando não apenas o HPV, mas múltiplas infecções”, alerta.

Na mulher, o HPV pode levar ao câncer de colo de útero, enquanto no homem o vírus causa verrugas e está associado a 75% dos casos de câncer de pênis. O HPV é transmitido sexualmente ou pelo contato via oral ou genital com fluidos contaminados, que afeta a área genital e a mucosa oral. Dra. Rosane Johnsson lembra que a vacina do HPV, mesmo diminuindo a incidência de câncer de colo de útero, não substitui o uso da camisinha. “Não recomendamos que, por ter sido vacinada, a pessoa deixe de tomar outros cuidados. A vacina é uma proteção a mais”, avisa.

Saiba como se prevenir:

. Reduzir o número de parceiros sexuais. Quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair/transmitir qualquer DSTs, inclusive o HPV e o vírus da AIDS.

. Uso consistente e correto de preservativos (masculinos ou femininos) para todos os parceiros sexuais, desde o início até o fim da relação sexual. O uso de preservativos reduz muito a probabilidade de se adquirir/transmitir uma DST, inclusive o HPV e o vírus da AIDS. Qualquer DST funciona como fator facilitador na aquisição e transmissão do vírus da AIDS (HIV).

. Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST, é altamente recomendável consultar o médico. Além disso, também é recomendável abster-se das relações sexuais com este parceiro até que o tratamento seja realizado, se for o caso.

. Não se automedicar, pois desta forma a DST pode ser “mascarada”, ou seja, parece que foi tratada mas continua ativa.

. Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum antes do uso (exemplo: vaso sanitário).