Centro de Pesquisas Clínicas do IOP é referência em Melanoma

2 de agosto de 2016

Centro de Pesquisas Clínicas do IOP é referência em Melanoma

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que em 2016 serão diagnosticados 5.670 novos casos de melanoma, um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos, que são células protetoras de melanina, substância que determina a cor da pele e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, mucosas e genitais. Mesmo com pouca incidência – apenas 3% dos tumores de pele desenvolvem-se para um melanoma –, é considerado grave devido à sua grande chance de metástase.

Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor. No entanto, o diagnóstico precoce e um tratamento correto são as melhores formas para potencializar os resultados para o paciente. Pensando nisso, o Centro de Pesquisas Clínicas do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) realiza pesquisas sobre o melanoma desde 2006 para encontrar novos dados sobre o tumor. Segundo a farmacêutica e coordenadora de Pesquisa Clínica do IOP, Marianne Ferreira Marinho, com o advento da imunoterapia para uso em melanoma a expectativa de vida aumentou significativamente em tempo e em qualidade de vida para pacientes que até então não tinham muitas opções de tratamento.

No geral, os estudos possuem objetivos principais, primários e secundários todos especificados em protocolo, os quais avaliam a sobrevida global, dados de segurança, resposta clínica e eficácia, eventos adversos e qualidade de vida antes e depois do tratamento. Esses estudos em melanoma do Centro de Pesquisas do IOP são patrocinados por laboratórios multinacionais onde critérios de perfil do paciente a receber a medicação são traçados para sua inclusão. “Após o início do tratamento, que segue protocolos rigorosos e aprovados por FDA, ANVISA e comitês de ética, o paciente é monitorado e seus dados enviados para compilação de dados que serão estudados posteriormente. O sigilo absoluto sobre a identidade do paciente é garantido pelo IOP e pelo laboratório patrocinador”, explica a farmacêutica.

Cada protocolo possui critérios de inclusão e exclusão de pacientes para que um perfil de doença exato seja avaliado. No IOP, os participantes devem ter no mínimo 18 anos de idade para iniciar no protocolo, salvo algumas exceções. Esse critério serve para todos os outros estudos realizados pelo Centro de Pesquisas Clínicas. De acordo com Marianne Marinho, “O IOP se destaca na pesquisa do melanoma e imunoterapia desde 2011 quando comparado com outras instituições. Em estudo com anti CTLA4 recrutamos mais de 47 pacientes e em estudos de anti PD01 mais de 25. Estamos com alguns projetos para o futuro, entre eles novos estudos com combinações de imunoterapia (atualmente só temos protocolos com monoterapia) e estudos com novas drogas que estão chegando ao mercado mundial”.

Conheça o Centro de Pesquisas Clínicas do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP).