Centro de Pesquisas Clínicas do IOP realiza estudos científicos internacionais

14 de agosto de 2020

Centro de Pesquisas Clínicas do IOP realiza estudos científicos internacionais

Organizações de ponta têm investido na área de pesquisa, demonstrando que a equipe está constantemente em busca de novos conhecimentos e no avanço do tratamento oncológico. O Centro de Pesquisas Clínicas do IOP, criado em 2006, participa de estudos clínicos científicos junto com outros centros mundiais e nacionais de oncologia e conta com certificações internacionais e nacionais para a condução de pesquisas clínicas. Atualmente, estão em estudo oito protocolos de pesquisa envolvendo medicamentos para o tratamento dos mais variados tipos de câncer, com destaque para próstata, mama e pulmão.

A farmacêutica Mariana Brandão, uma das coordenadoras de estudos científicos do Centro de Pesquisas Clínicas do IOP, afirma que, ao contrário do que se imagina, o Brasil já não fica mais para atrás quando o assunto é pesquisa científica. Hoje, o país integra estudos de ponta, contribuindo para a descoberta de medicamentos avançados para o tratamento do câncer.

Avaliação por comitê de ética

Mariana explica que, antes de ser oferecido ao paciente, todo e qualquer estudo é avaliado antes por um comitê de ética. “Só então o paciente com perfil delineado pela pesquisa é convidado a participar, devendo assinar um termo de livre consentimento antes de realizar qualquer avaliação pelo estudo. A partir desse momento, ele realiza exames e novas avaliações para investigar a fundo a possibilidade de integrar o estudo científico”, esclarece.

Caminho percorrido até a farmácia

Antes de chegar às prateleiras das farmácias, o medicamento leva cerca de dez anos para finalizar os estudos e poder ser comercializado e os investimentos podem ultrapassar o valor de R$ 1 bilhão, dependendo da molécula e do tipo de doença em estudo. Nesse período, o medicamento precisa passar por fases de estudo pré-clínicas e clínicas. Na fase pré-clínica são realizados estudos em animais e em laboratório. Uma vez aprovada, a molécula segue para a fase clínica, que acontece em três etapas: I, II e III. A cada etapa é aumentado o número de participantes envolvidos no estudo, visando comprovar a segurança do medicamento e, por fim, na fase III, a sua eficácia. “O Brasil pode participar, junto com outros centros do país e do exterior, de todas as fases, porém mais frequentemente das fases II e III, que antecedem a comercialização do produto”, explica Mariana Brandão.

Integrar um estudo científico de ponta é, sem dúvida, um diferencial não apenas para o Centro de Pesquisas Clínicas do IOP, mas também para os profissionais que participam dele – equipe médica de investigadores e equipe multidisciplinar especializada –, uma vez que demonstra atualização constante, bem como para os pacientes, que se beneficiam de um medicamento muito antes de sua comercialização.