Especialista alerta sobre o câncer de laringe

30 de maio de 2017

Diagnóstico precoce aumenta as taxas de cura e evita sequelas

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que o câncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores da região da cabeça e pescoço e 2% de todos os tumores  malignos. Predominante em homens, principalmente após os 50 anos, e mais comum entre os tumores de cabeça e pescoço, esse tipo de neoplasia teve mais de sete mil casos diagnosticados em 2016, sendo 6.360 no sexo masculino e 990 em mulheres. Também pode ocorrer em jovens, porém são casos mais raros.

A médica do Departamento de Cirurgia Oncológica do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), Dra. Paola Pedruzzi, explica que os principais fatores de risco para o câncer de laringe são os hábitos do consumo de tabaco e álcool. “Esses dois fatores associados podem potencializar o desenvolvimento do tumor. O vírus HPV (Human Papiloma Virus) também pode estar envolvido na formação de alguns tumores de cabeça e pescoço, especialmente aqueles da região da orofaringe e laringe, e menos frequentemente em outras topografias como a boca. Outros fatores de risco são doenças genéticas, entre elas a Anemia de Fanconi.”

Os principais sintomas do câncer de laringe são a rouquidão persistente, presença de nódulos no pescoço, dificuldade de deglutição, voz empastada e emagrecimento. O tratamento irá depender da extensão da doença, condições clínicas do paciente e experiência da equipe. “Há drogas novas que auxiliam no controle de doença recidivada, podendo melhorar sintomas como dor e contribuir para a melhora da qualidade de vida. A medicina deveria ser utilizada como um meio na prevenção de doenças. A doença já instalada pode apresentar ou não a cura, que não depende apenas do tratamento, mas também do paciente em toda a sua esfera espiritual, social, física, mental e emocional”, ressalta.

O impacto do tratamento da doença na vida do paciente depende muito do estágio da doença. Os tumores mais iniciais apresentam menores sequelas da doença e maiores taxas de cura. Às vezes, ocorre rouquidão pós-tratamento ou dificuldade de deglutição, que pode ser reabilitada com fonoaudiologia, por exemplo. “Na doença mais avançada as sequelas são maiores, podendo ocorrer perda de estruturas nobres como as cordas vocais e traqueostomia definitiva. Nestes casos a reabilitação inclui o uso de mecanismos artificiais para produção da voz como prótese fonatória e uso de eletrolaringe. Outras consequências da doença podem ser dificuldade de alimentação com engasgos, boca seca pós-tratamento, etc. A detecção precoce da doença possibilita não só maiores taxas de cura mas também menores sequelas, como preservação das funções da laringe, faringe e outras estruturas nobres do pescoço”, cita Dra. Paola Pedruzzi.

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