Fevereiro é o mês de conscientização sobre a leucemia

1 de fevereiro de 2021

Fevereiro é o mês de conscientização sobre a leucemia

É uma doença que não escolhe idade e quando diagnosticada no início as chances de tratamento são maiores

As estatísticas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam que para cada ano do triênio 2020-2022 serão diagnosticados mais de 10 mil casos novos de leucemia no Brasil, sendo 5.920 em homens e de 4.890 em mulheres. Atualmente, é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino. Durante este mês é realizada a campanha Fevereiro Laranja, com o objetivo de conscientizar a população sobre a leucemia e a importância de se tornar um doador de medula óssea.

O médico hematologista Eduardo Cilião Munhoz, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOPMantis Diagnósticos Avançados, explica que a leucemia é uma doença que pode atingir de crianças a idosos e que tem o seu início na medula óssea, local onde são fabricadas as células sanguíneas e que dão origem aos glóbulos brancos, aos glóbulos vermelhos e às plaquetas.

Assim como qualquer outra forma de câncer, quando diagnosticada no início as chances de tratamento são maiores. Confira o alerta do hematologista sobre as principais informações que você precisa saber sobre esses quatro tipos de leucemia:

Leucemia mieloide aguda (LMA)
Pode acontecer em adultos e crianças, mas a incidência aumenta com o avanço da idade e tem o tempo de evolução curto, de poucas semanas. Para o diagnóstico é necessário verificar se existem alterações no paciente pela análise do exame de hemograma. Depois é feito o exame de medula óssea que comprovará o diagnóstico. Também poderão ser solicitados outros exames, como o mielograma, realizado através de uma punção óssea, a imunofenotipagem, para verificar a linhagem celular, a citogenética, que vai analisar os cromossomos, e, em alguns casos, também é realizada a análise molecular. O tratamento consiste em quimioterapia e, em casos com mau prognóstico, é indicado o transplante de medula óssea.

Leucemia mieloide crônica (LMC)
Na maioria dos casos a doença é diagnosticada em adultos na quinta década de vida. O tempo de evolução é mais longo e às vezes a pessoa fica sem ter conhecimento da doença por meses ou até mesmo anos. Como em muitos casos é assintomática, o paciente só descobrirá quando realizar um exame de rotina. No entanto, quando a pessoa perde peso sem explicação ou apresenta algum sintoma de anemia, é possível realizar hemograma para verificar se existe alguma alteração. Poderá ser solicitado o mielograma, imunofenotipagem, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea. O tratamento consiste em quimioterapia oral e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.

Leucemia linfoblástica aguda (LLA)
Afeta as células linfoides e evolui de maneira rápida. Esse tipo é comum na infância e apresenta cerca de 80% de cura nessa fase da vida. Alguns adultos também podem ser diagnosticados com a doença. Avaliar os sintomas é fundamental, principalmente em se tratando de crianças. Palidez, cansaço, sonolência, hematomas, manchas roxas, sangramentos prolongados, dores de cabeça e óssea são alguns dos sinais que devem servir de alerta. O diagnóstico também será realizado pelo hemograma completo, mielograma, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea. O tratamento vai consistir em quimioterapia com medicamentos específicos para cada paciente e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.

Leucemia linfocítica crônica (LLC)
Afeta as células linfoides e tem desenvolvimento lento. Mais comum em idosos, estudos mostram que a LLC é uma doença dos glóbulos brancos adquirida ao longo da vida, mas ainda não se sabe os fatores para o seu surgimento. Esse tipo de leucemia muitas vezes também não apresenta sintomas e pode ser diagnosticada durante exames de rotina. Hemograma completo, mielograma, citogenética, análise molecular e exame de medula óssea ajudarão no diagnóstico da doença. O tratamento vai consistir em quimioterapia com medicamentos específicos para cada paciente e, em casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea.