Fórum de Debates do IOP aborda novidades sobre o Mieloma Múltiplo

24 de março de 2018

O Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) realizou ontem, dia 22 de março, um Fórum de Debates sobre Mieloma Múltipo, doença que afeta a população acima dos 50 anos e com maior prevalência em homens. O tema apresentado foi “A evolução no Diagnóstico e Tratamento” e contou com a coordenação do oncologista clínico do Departamento de Hematologia do IOP, Johnny Cordeiro Camargo. Participaram como palestrantes Julio Cerci, médico nuclear da Quanta Diagnóstico e Terapia, de Curitiba, e Dani Laks, hematologista do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

A primeira palestra foi sobre “A importância do Pet Scan no Mieloma Múltiplo”, proferida por Julio Cerci, que explicou os principais métodos de imagem em Mieloma Múltiplo: Inventário ósseo – que é o método mais utilizado para o diagnóstico e estadiamento da doença óssea no Mieloma; CT de corpo inteiro, Ressonância Magnética e CET CT com FAG. “Também é utilizado o PET/CT, que apresenta alta capacidade de detectar lesões nas estruturas ósseas pela CT de corpo inteiro, completada pela alta sensibilidade para identificar lesões ósseas focais que ainda não ocasionaram destruição na área afetada.” Dr. Cerci salientou uma vantagem de se realizar a Ressonância Magnética, por sua alta sensibilidade, especificidade, tempo e custo associado.

O hematologista Dani Laks explanou sobre as “Atualizações científicas no tratamento do Mieloma Múltiplo Recidivado/Refratário”. Para ele, “O Mieloma Múltiplo não é único, é heterogêneo e sofre constantemente alterações genômicas (genéticas), por isso quando o paciente tem uma recidiva, o prognóstico não é muito bom e a sobrevida é baixa”. Dr. Laks salientou a linha de conduta terapêutica, que passa pelos imunomoduladores e inibidores de proteosoma, lembrando que a imunoterapia para o tratamento desse tipo de doença é um verdadeiro “divisor de águas”, pois hoje é há todo um arsenal de novas drogas em benefício do paciente.

Como novidade mais recente o hematologista citou a terapia genética chamada CART T Cell (sigla em inglês para receptor de antígeno quimérico de células T) no tratamento do Mieloma Múltiplo, que usa as células modificadas do próprio sistema imune do paciente contra a doença. Dr. Laks explicou que na terapia com as CAR T Cells, os linfócitos T (células de defesa) do paciente são colhidos e depois reprogramados em laboratório para se tornarem mais agressivos contra as células doentes. Depois desse processo, elas são infundidas no corpo do paciente novamente e passam a atacar diretamente o câncer. “O benefício é um aumento de sobrevida ao paciente”, complementa.

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