IOP realiza 4º Fórum de Debates sobre novos conceitos em Câncer de Próstata

22 de novembro de 2016

O Instituto de Oncologia do Paraná – IOP realizou ontem (dia 17), em Curitiba, o 4º Fórum de Debates, desta vez com foco em novos conceitos em câncer de próstata. O evento contou com a participação de médicos cancerologistas, urologistas, onco-urologistas, oncologistas clínicos, radioterapeutas e equipe multidisciplinar.

 

A abertura do evento coube ao oncologista clínico Fabricio Martinelli, que enfatizou os dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA que apontam 63 mil novos casos de câncer de próstata com 13 mil mortes, ou seja, 1 a cada 40 minutos. “É um tema de relevância para a saúde pública. O Fórum de Debates mostrará novas abordagens terapêuticas.”

 

A primeira palestra coube ao urologista Celso Heitor de Freitas Junior, do Hospital São José/Beneficência Portuguesa, que discorreu sobre “Estratificação de risco de câncer de próstata pela OMS 2016: altera conduta clínica inicial?”. Dr. Celso apresentou a estratificação de risco modificada tendo por base a classificação da estratificação de Gleason (Donald Gleason, que em 1966 fez a primeira estratificação de risco). Para o urologista, acontece uma evolução constante no tratamento para dar segurança nos processos. “A nova estratificação de risco para o câncer de próstata altera a conduta inicial e mostra uma tendência de tratar os tumores mais agressivos”.  Cale destacar o Gleason 6, que favorece o protocolo de vigilância ativa, segundo o especialista.

 

Abordando “Novas técnicas de detecção de metástases ósseas: será o fim da era da cintilografia?”, Dr. Juliano Cerci, médico nuclear, salientou que “O grande comparativo com as cintilografias ósseas e os traçadores de PET é que temos que levar em conta que tipo de traçador que estamos avaliando os pacientes. A cintilografia óssea tem um grande papel no tratamento e o PET também, mas que deve ser utilizado em casos especiais. Precisamos selecionar muito bem os pacientes para que tenham todos os benefícios”.

 

Encerrando o 4º Fórum de Debates, o oncologista clínico Maurício Zuccolotto Baptista falou sobre “Tratamento clínico do câncer de próstata avançado: quais novas tecnologias poderão repercutir na prática clínica em breve?”. Dr. Maurício salientou o fato de as estimativas mostrarem que serão diagnosticados 5.260 novos casos no Paraná e 61.200 no Brasil, para este ano, e que Curitiba é um cenário muito vivo de investigação do câncer de próstata. “Falamos aqui dos novos inibidores e receptores de andrógeno e eles também estão sendo testados em linhas mais precoces. E o como caminhar para o futuro? Integrando a genômica na prática clínica.”