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Julho Amarelo: campanha alerta a população sobre o câncer ósseo

Julho Amarelo: campanha alerta a população sobre o câncer ósseo

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cancerologia, o tumor ósseo representa 2% das patologias oncológicas no Brasil, com uma incidência de aproximadamente 2.700 casos novos por ano. Os principais tipos de câncer ósseo são os osteossarcomas, os sarcomas de Ewing e os condrossarcomas.

A campanha Julho Amarelo visa à conscientização da população sobre o câncer nos ossos e a importância do diagnóstico precoce para um tratamento eficaz e assertivo. De acordo com Diego Sanches, ortopedista oncológico do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, tumores ósseos primários (nascem no osso) costumam ocorrer com maior incidência em jovens e os locais mais comuns são ao redor do joelho, úmero (braço) e bacia. Pacientes idosos são acometidos na maioria por tumor ósseo secundário (origem em outro local com implante no osso) e o local mais comum é a coluna. “Geralmente, a pessoa sente dor, um aumento ou inchaço de volume na área afeta ou mesmo problemas de mobilidade ou limitação funcional e o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Por isso, ao sentir qualquer sintoma, principalmente dor com sinais de alerta (mais de 15 dias, piora progressiva, dor noturna persistente), a recomendação é procurar auxílio médico”, cita.

 

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente o diagnóstico é feito através do exame clinico,  exames de imagem e anatomopatológico (análise das células retiradas do tecido por biópsia). Ainda uma tomografia, ressonância magnética e cintilografia óssea para mapeamento e investigação complementar serão realizados.

É fundamental realizar avaliação da história clínica do paciente, pois este pode apresentar uma neoplasia em outro local com metástase (implante) óssea. Podem apresentar eventos ósseos como: dor, fratura patológica e compressão medular.  Por isso, devem ficar atentos para sintomas ósseos e buscar auxílio médico precocemente.

Tipos de tumor

Os principais tipos são o osteossarcoma (ou sarcoma osteogênico), que é mais comum em crianças e jovens com idade entre 10 e 20 anos. Mas também pode ocorrer em pessoas de qualquer idade. O início desse tipo de tumor costuma ocorrer no joelho, fêmur e úmero, mas pode se manifestar em outras regiões, como ombro, bacia e mandíbula. Não apresenta sintomas específicos na fase inicial, sendo dor e edema as principais queixas dos pacientes.

Outro tipo é o Sarcoma de Ewing e se desenvolve na maioria das vezes na região pélvica e ossos longos do fêmur e perna (principalmente no meio dos ossos longos). São mais comuns em crianças e jovens.

Já o condrossarcoma se caracteriza por afetar principalmente pessoas adultas entre 21 e 40 anos de idade. Desenvolve-se com mais frequência no fêmur proximal, na bacia e no úmero proximal. Esse tipo de tumor geralmente é diagnosticado também em fases avançadas, pois é confundido com doença degenerativa.

Sintomas

Os principais sintomas apresentados são dor e aumento do volume do local afetado, principalmente em tumores malignos, o que não acontece com os tumores benignos, que apresentam sintomas esporádicos e leves. Geralmente achados de exame pós-trauma ou sintomas inflamatórios crônicos.

Formas de tratamento

As opções de tratamento devem ser individualizadas e discutidas multidisciplinarmente. A cirurgia, quimioterapia e radioterapia são opções. Na maioria dos casos de doença primária (osteossarcoma e Sarcoma de Ewing), primeiro o paciente é submetido à quimioterapia, depois passa pela cirurgia para a retirada do tumor e novamente por sessões de quimioterapia. Os condrossarcomas são geralmente tratados somente com cirurgia.

Dr. Sanches esclarece que a doença óssea metastática requer atenção e cuidados. Com o aumento da sobrevida dos pacientes oncológicos, há uma incidência maior de metástases e os chamados eventos ósseos. A dor óssea é comumente encontrada e de difícil manejo. A fratura patológica e a compressão medular são eventos catastróficos, pois alteram tanto a qualidade de vida quanto a sobrevida. “Por isso, o paciente que já trata de um câncer deve relatar ao seu médico qualquer queixa óssea ou neurológica (perda de força e alteração de sensibilidade)”, destaca.

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