Maio é o mês de conscientização contra as hepatites

9 de maio de 2020

A campanha Maio Vermelho foi criada para alertar a população contra os perigos que a hepatite pode acarretar na vida. Trata-se de uma doença muitas vezes silenciosa e que geralmente não apresenta sintomas até que atinja maior gravidade, mas que tem como aliada no combate o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Dados do Ministério da Saúde mostram que atualmente mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da Hepatite e ainda não sabem. O levantamento também aponta que na última década houve redução de 7% no número de casos de notificados da doença no país.

As hepatites causam inflamação no fígado e quando apresentam sintomas são em forma de fadiga, dores musculares, dores nas articulações, dores abdominais, perda de apetite, náuseas, diarreia, febre baixa, urina bem escura e fezes, pele e olhos amarelados. As hepatites são classificadas por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E, sendo o tipo C da doença mais prevalente e também a mais letal.

A transmissão da hepatite A ocorre ao se consumir água ou alimentos contaminados por fezes infectadas, principalmente quando o saneamento básico e higiene pessoal são precários. A hepatite B é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) e também pode ocorrer durante a gestação ou o parto, pelo compartilhamento de seringas, agulhas, materiais de higiene pessoal e por transfusão de sangue contaminado. A hepatite C pode ser transmitida e evitada das mesmas formas da hepatite B. Porém, a hepatite C também pode estar relacionada a diabetes tipo 2 e evoluir para quadros mais graves, como insuficiência hepática, cirrose e câncer, antes mesmo do diagnóstico. Menos frequente, o contágio pelo vírus da hepatite D acontece em conjunto ou após a contaminação pelo vírus do tipo B. Já a transmissão da hepatite E são semelhantes aos da Hepatite A, mas esse é o tipo da doença mais raro no Brasil.

Hepatite C, também conhecida como “assassina silenciosa”

A hepatite C é uma doença viral transmitida principalmente pelo sangue contaminado com o vírus. Considerada uma epidemia em tempos modernos, é conhecida como a “assassina silenciosa”. Diferente dos outros tipos de hepatites, A e B, boa parte dos casos de hepatite C não apresenta sintomas na fase aguda da inflamação do fígado. O paciente pode conviver durante décadas com a doença, e somente perceber que algo está errado quando os olhos começam a ficar amarelados e a barriga e as pernas incham. Estima-se que a hepatite C atinja 3 milhões de brasileiros, enquanto que em todo mundo são 200 milhões, cerca de 3% da população. Anualmente, 1,5 milhão de pessoas morrem devido às suas complicações. A hepatite C apresenta subtipos, que são os genótipos e variam de 1 a 6. Sendo os genótipos 1 e 3 mais frequentes no Brasil.

A hepatite C é uma doença crônica e se não for tratada pode evoluir para uma fibrose (cicatriz no fígado), depois cirrose e, em casos mais avançados, evolui para câncer no fígado, sendo necessária a realização de um transplante. A faixa etária mais comum de pessoas infectadas é entre os 40 e 50 anos, mas todos podem contrair o vírus, por isso a atenção deve ser redobrada.

Formas de tratamento

O tratamento pode variar para cada tipo de hepatite, mas é possível tratar a doença com medicamentos antivirais. Somente um médico pode dizer qual a melhor forma de tratamento, a medicação mais indicada para o determinado tipo de hepatite bem como a dose a duração correta. O importante é seguir as orientações médicas e não interromper o tratamento.