Médica do IOP participa de atividades sobre Medicina Integrativa nos EUA

7 de maio de 2019

A oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná e do Valencis Curitiba Hospice, Paola A. G. Pedruzzi, participou durante uma semana do mês de abril de atividades do Departamento de Medicina Integrativa do Hospital MD Anderson Cancer Center, Texas-EUA, coordenado pelo médico Gabriel Lopez. O departamento existe há 12 anos e oferece aos pacientes consultas médicas, terapias complementares, como práticas de ioga, meditação, exercícios físicos, Tai-chi, Qi gong, massagem terapêutica, acupuntura, entre outras práticas. Acompanhamentos psicológico, nutricional e fisioterápico também fazem parte da abordagem com o paciente.

No ano de 1600, Rene Descartes, no objetivo de proteger o espírito da ciência, separou a mente do corpo. Isso determinou ao estilo ocidental de separação mente-corpo e o estilo da nossa Medicina, que é a Medicina baseada em evidência em posição à Medicina não convencional e complementar.

A médica explica que o conceito de Medicina Integrativa foi criado com o objetivo de associar tratamentos complementares aos métodos convencionais. “O foco é o paciente e não a doença, assim, tem por princípio a abordagem de todos os fatores que influenciam a saúde, o bem-estar, incluindo mente, espírito e corpo. Associa aos métodos convencionais de tratamento terapias complementares, aprovadas para uso através de estudos, que potencializam a capacidade natural de cura do paciente. Nos Estados Unidos todos os centros de referência em Oncologia utilizam a Medicina Integrativa como parte do tratamento oncológico. No Brasil estamos apenas começando”, destaca Paola A.G. Pedruzzi.

As pessoas estão cada vez mais cansadas, estressadas e ansiosas e com o diagnóstico de uma doença grave o paciente fica ainda mais fragilizado. Em muitos casos o paciente prefere deixar a cargo da equipe médica as principais decisões do seu tratamento. “Com a abordagem integrativa nós podemos reconstruir essa relação entre médico e paciente, auxiliando o paciente nas decisões frente a doença, o que possibilita conhecer os  mecanismos intrínsecos ao paciente que auxiliam no processo da cura e atuar proporcionando bem-estar,  saúde, diminuindo muitas vezes os sintomas da doença e efeitos colaterais dos tratamentos”, ressalta.

De acordo com a oncologista, não existe residência médica ou especialização em Medicina Integrativa no Brasil, por ainda não estar registrada no Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira como especialidade Médica.

Por essa razão a médica iniciou, em 2018, seus estudos na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. A formação é de dois anos. “Eu estudo esta área há anos, porém decidi ingressar numa Universidade após o término da minha especialização em Medicina Paliativa. Essa formação traz um olhar diferente, mais humano, menos tecnológico do cuidado. Percebi como a medicina, em nosso meio, tão especializada e tão focada na doença, nos afasta da ´verdadeira medicina´. Meus professores do Arizona citam sempre que a Medicina Integrativa é o futuro, porém eu penso que é o resgate da medicina que perdemos e estamos recuperando”.

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