Médica do IOP tem artigo científico publicado no Brazilian Journal

7 de maio de 2019

A oncologista clínica Thais Abreu Almeida, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), publicou o artigo intitulado “Impacto prognóstico das mutações EGFR e KRAS na sobrevivência do câncer pulmonar na era pré-TKI: o cenário real em um centro público de câncer de referência no Brasil” no Brazilian Journal of Oncology, edição de abril da revista oficial da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

O estudo foi realizado em parceria com o Hospital Erasto Gaertner – uma referência para a população do Sul do Brasil – e com o Mantis Diagnósticos Avançados, laboratório de excelência em diagnósticos de doenças oncológicas, hematológicas, genéticas e infecciosas, que oferece exames nas áreas de oncogenética e oncogenômica, e teve como objetivo avaliar os testes genéticos como sendo de fundamental importância para o tratamento adequado do câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) com inibidores da tirosina quinasse (TKI).

A partir de um estudo retrospectivo de todos os pacientes tratados no Hospital Erasto Gaertner, durante o período de janeiro de 2004 a dezembro de 2017, diagnosticados como CPNPC metastático ou recorrente, foram estudados os casos de 237 pacientes que se encaixavam no perfil com CPNPC metastático. Segundo a oncologista clínica, neste artigo, foram utilizados dados reais das características clínicas e prognósticas e suas correlações com mutações driver na população com CPNPC avançado representante do Sul Brasil. “Esta informação tem o potencial de mudar a abordagem da gestão de CPNPC em público instituições no Brasil”, afirma.

É de conhecimento que o câncer de pulmão no Brasil é um problema de saúde pública dada a sua alta incidência, morbidade e mortalidade. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que para cada ano do biênio 2018/2019 sejam diagnosticados cerca de 31.270 novos casos de câncer de pulmão, traqueia e brônquio, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres. A estimativa é de 18,16 novos casos a cada 100 mil homens, sendo o segundo tumor mais frequente. Nas mulheres, 11,81 para cada 100 mil, ocupando a quarta posição. Fumar cigarros é, de longe, a principal causa desta neoplasia.

A oncologista clínica ainda destaca que, “durante o estudo, foram feitos esforços para se compreender os mecanismos genético e inflamatório envolvidos na carcinogênese e prognóstico. Aspectos clínico-patológicos, como performance status  (PS), comorbidades, subtipos histopatológicos e mutações condutoras oncogênicas foram muito relevantes para orientar o tratamento inicial. O chamado gene do Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico (EGFR) é a mais conhecida das mutações driver ativadoras e consideradas biomarcadores preditivos de resposta à tirosina quinase inibidores (TKIs), uma classe de medicamentos que confere maior sobrevivência do que a quimioterapia e menor toxicidade. Já o gene KRAS tem fator prognóstico”.