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Médico do IOP desenvolve tratamento inédito com fototerapia que promete diminuir o risco de retorno de câncer no cérebro

Será possível oferecer mais um tipo de tratamento localizado no cérebro

O neurocirurgião Erasmo Barros Júnior, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, participou do primeiro procedimento, realizado em caráter de pesquisa, de uma sessão de Terapia Fotodinâmica Intraoperatória com a aplicação do corante 5-ALA para o tratamento de glioma maligno, um tipo de câncer cerebral. A cirurgia inédita foi realizada no Instituto de Neurologia de Curitiba – INC, em Curitiba, graças a uma parceria científica com a DMC Equipamentos e o Instituto Nupen, ambos de São Carlos.

De acordo com Dr. Erasmo, o procedimento tem como objetivo tentar diminuir os riscos do reaparecimento deste grave tumor. “Utilizamos uma forte luz vermelha, através de um difusor específico, para causar uma reação fotoquímica no leito de onde o tumor foi removido. Isso afeta as células cancerígenas que permanecem escondidas no meio de células saudáveis. O 5-ALA serve como um marcador para que a fototerapia atue apenas nas células doentes. A aplicação dessa luz é feita na parte final da cirurgia, logo após a remoção do tumor, e acrescenta mais uma hora no tempo total da operação. Desta forma, é possível oferecer mais um tipo de tratamento localizado no cérebro, semanas antes do paciente receber a radiação ou a quimioterapia”, destaca o neurocirurgião.

A terapia fotodinâmica é conhecida internacionalmente pela sigla PDT (Photodinamic Therapy) e a efetividade do tratamento se dá a partir da reação causada pela luz junto ao corante 5-ALA, abreviação da substância chamada 5- Ácido Aminolevulínico. “O paciente ingere o 5-ALA líquido e após algumas horas essa substância faz com que os gliomas de alto grau adquiriram uma coloração vermelha, ou seja, se ‘acendam’ quando expostos a uma fonte de luz azul do microscópio cirúrgico. É justamente esta fluorescência que irá ajudar a se atingir uma remoção cirúrgica adequada, pois gliomas são tumores infiltrativos, com limites muito imprecisos em relação ao cérebro normal.”

Vale dizer que a cirurgia não é capaz de evitar o retorno do tumor, que acontece em 90% dos casos nos bordos da cavidade de onde foi removido. “E é por isso, para combater o retorno, conhecido como recidiva, que o PDT é utilizado, servindo como uma etapa adicional no tratamento que o paciente precisará – cirurgia, irradiação e quimioterapia”, aponta Dr. Erasmo Barros.

Por enquanto, a equipe está realizando a pesquisa em cirurgia de gliomas malignos grau 4 da OMS (Organização Mundial de Saúde). Espera-se que em breve haja projetos para pesquisa em outros tipos de tumores cerebrais.

Saiba mais sobre o procedimento assistindo a entrevista do Dr. Erasmo Barros a Record News. Clique aqui.

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