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Mulheres são as mais afetadas pelo câncer da tireoide

Pelo menos um terço das mulheres terão um nódulo da tireoide durante sua vida

O câncer da tireoide é o mais comum da região da cabeça e pescoço e afeta três vezes mais as mulheres do que os homens. Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, os carcinomas diferenciados são os tipos mais frequentes. Dentre eles estão o papilífero (entre 50% e 80% dos casos), tumor pouco agressivo e de evolução lenta. O folicular (de 15% a 20% dos casos) é o segundo tipo mais frequente e dificilmente é diagnosticado sem a ressecção completa do nódulo. O carcinoma medular representa cerca de 5% dos tumores da tireoide e pode fazer parte de síndromes genéticas. Ele tem maior índice de metástases linfonodais e necessita de tratamento inicial mais agressivo. Tem a calcitonina como seu marcador específico e não tem indicação de complementação do tratamento com iodoterapia. O carcinoma anaplásico tem como característica um crescimento rápido e agressivo e pouca resposta aos tratamentos e corresponde a até 2% de todos os casos do câncer da tireoide.

A incidência dos problemas envolvendo a tireoide é diferente para homens e mulheres. A oncologista e cirurgiã de cabeça e pescoço Marja Reksidler, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, explica que as mulheres são as mais afetadas e que pelo menos um terço delas ainda terão um nódulo da tireoide durante sua vida, “mas muitas vezes eles passam despercebidos, e 90% são benignos”. Entre os 10% malignos, 5% são incuráveis.

Fatores de risco e diagnóstico

Os três principais fatores de risco são histórico familiar de câncer da tireoide, incluindo algumas síndromes genéticas, alimentação pobre em iodo (em regiões onde o sal não é suplementado), pessoas submetidas à radioterapia no pescoço ou que trabalham tendo exposição a raios x.

O diagnóstico do câncer da tireoide é feito com exame físico, seguido de ultrassonografia. Algumas vezes eles podem ser encontrados em outros exames de imagem, como tomografias ou ressonâncias feitas por outros motivos (achado incidental), necessitando de ultrassonografia de tireoide e pescoço para complementação da avaliação. “Dependendo do tamanho e aspecto do nódulo é necessário complementar a investigação com a realização de uma biópsia de aspiração realizada com uma agulha fina guiada pela ultrassonografia da tireoide que serve para identificar a presença ou não de células tumorais malignas”, aponta Dra. Marja.

Formas de tratamento

A cirurgia de tireoidectomia é a principal forma de tratamento do câncer da tireoide. A retirada da tireoide parcial ou total vai depender da gravidade da doença e do grau de suspeição de malignidade do nódulo após a biópsia de agulha fina. No caso de o tumor ter se espalhado para os gânglios linfáticos cervicais (do pescoço), sugere-se a retirada desses além da retirada completa da tireoide. Pacientes submetidos à tireoidectomia total poderão ter que fazer uma complementação terapêutica com iodo radioativo, nos casos de tumores papilíferos e foliculares com maior risco de recidiva da doença.

O pós-operatório do câncer da tireoide não costuma apresentar grandes restrições às atividades e o paciente acaba necessitando na maioria dos casos somente de um dia de internação. Pode ser necessária reposição e controle de cálcio após a cirurgia pelo risco de lesão das glândulas paratireoides que estão localizadas próximas à tireoide. Pacientes que fazem a cirurgia parcial podem não precisar de reposição de hormônio tireoidiano, porém, os submetidos à cirurgia total necessitam tomar o comprimido em dose receitada pelo cirurgião ou endocrinologista que o acompanha todos os dias, com água 1h a 30 minutos antes do café ou qualquer outra medicação.

“Estudos demonstram que não há benefício populacional em rastreio de pacientes assintomáticos. Porém, caso você ou seu médico percebam uma nodulação diferente no seu pescoço, é importante realizar uma ultrassonografia para descartar um nódulo de tireoide que pode, em alguns casos, se tratar de um tumor com potencial bom de cura se tratado no momento adequado”, destaca Marja Reksidler.

 

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