Novo medicamento para o tratamento contra o carcinoma basocelular traz boa taxa de resposta

12 de abril de 2021

Recentemente, a jornalista e apresentadora Marília Gabriela revelou que, após procurar seu médico por causa de uma espinha que não desaparecia e realizar exames, foi diagnosticada com carcinoma basocelular. A apresentadora passou por cirurgia para retirar o tumor, recebeu alta e trouxe à tona o tema como um sinal de alerta para a população.

O principal fator de risco para o surgimento de um carcinoma basocelular, o mais prevalente câncer de pele que existe, é a exposição solar em excesso e sem proteção. O tabagismo, alcoolismo, idade e histórico familiar também podem influenciar no desenvolvimento desse tipo de câncer, que atinge mais as pessoas de pele e olhos mais claros.

Entre as principais formas de tratamento destacam-se a terapia fotodinâmica ou também é possível retirá-lo com uma criocirurgia ou cirurgia convencional. No entanto, existem casos onde as opções de tratamento são limitadas. A oncologista clínica Rosane do Rocio Johnsson, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, explica que para pacientes com carcinoma basocelular avançado (CBC) refratário à terapia com inibidor da via de hedgehog (HHI), as opções de tratamento subsequentes são limitadas. “Em um ensaio clínico não randomizado com mais de 100 pacientes com progressão da doença ou intolerância à terapia HHI, o inibidor de proteína de morte celular programada-1 cemiplimabe demonstrou taxas de resposta objetivas de 29% e 21% para aqueles com CBC localmente avançado e metastático, respectivamente.

Esses dados levaram à aprovação da Food and Drug Administration – FDA, órgão dos Estados Unidos que equivale à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa aqui no Brasil, para o cemiplimabe em pacientes com carcinoma basocelular localmente avançado ou metastático previamente tratado ou não apropriado para terapia HHI. Também foi sugerido o uso de cemiplimabe nesses pacientes em vez de outros agentes disponíveis.

Mesmo com as novidades para os tratamentos, medidas preventivas devem ser adotadas no dia a dia. “Além de manter a proteção contra a exposição solar, quando qualquer sinal diferente aparecer na pele e permanecer, procure imediatamente um especialista. Assim como qualquer tipo de câncer, quando diagnosticado em fase inicial, tem mais chances de cura e evita tratamentos invasivos”, aponta a oncologista clínica Rosane do Rocio Johnsson.