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Câncer de intestino: Novos medicamentos para o tratamento do câncer colorretal aumentam a expectativa de vida

Novos medicamentos para o tratamento do câncer colorretal aumentam a expectativa de vida

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, abrange tumores que acometem o intestino grosso (o cólon) e o reto, e é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens e mulheres. De acordo com uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para 2020 é de que 1.250 homens e 1.230 mulheres tenham câncer colorretal, no Paraná. Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de tumor está a ingestão de carne vermelha, produtos processados, como mortadelas, presuntos, salsichas e linguiças, consumo excessivo do álcool, tabagismo e a obesidade. É fundamental a população evitar os hábitos que ajudam no surgimento da doença, pois o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma.

Para conscientizar ainda mais a população sobre os fatores de risco e prevenção, no mês de setembro é realizada a campanha Setembro Verde. O oncologista clínico Gustavo Vasili Lucas, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, explica que a população de forma geral tende a não realizar colonoscopia de rastreamento por ser um exame que requer um preparo muitas vezes desconfortável, porém extremamente importante no diagnóstico precoce a fim de evitar a doença avançada. É importante mudar essa atitude, uma vez que existe uma maior incidência de câncer de cólon e reto na região Sul, devido ao modo de vida e consumo maior de carne e processados. “Esse tipo de câncer pode ser evitado em até 90% dos casos, pois quase sempre surge como um pólipo (lesão benigna) que cresce na parede do intestino e pode se tornar um câncer caso não seja diagnosticado e retirado a tempo. A importância de campanhas como essa levam ao diagnóstico precoce e à prevenção de neoplasias colorretais.”

Imunoterapia e terapia-alvo como formas de tratamento

O tratamento para o câncer de intestino vem evoluindo com o passar dos anos. Atualmente existem diversos estudos que buscam verificar se determinados tipos de dieta, com fibras e consumo de nozes, assim como o uso de aspirina e alguns tipos de analgésicos podem ajudar a diminuir o risco de câncer colorretal.
No entanto, esses medicamentos podem ter efeitos colaterais e também são necessários mais dados, que estão sendo analisados, para determinar se existem grupos de pessoas que os benefícios superariam os riscos. O que mais buscamos é o diagnóstico precoce.

“Neste ano, tivemos grandes avanços na aprovação de novos medicamentos para o tratamento do câncer colorretal. Como exemplo podemos citar os pacientes que apresentam instabilidade de microssatélite, que têm excelente resposta à imunoterapia (pembrolizumabe ou nivolumabe), sendo superior a quimioterapia. Além do uso de terapia-alvo (cobimetinib + vemurafenib) para pacientes com mutação do BRAF, gerando em ganho expressivo na expectativa de vida dos pacientes e com menor toxicidade”, cita Gustavo Vasili Lucas

Fique atento aos sinais de alerta:

• Perda de peso sem motivo
• Sangue nas fezes
• Cansaço ou fadiga sem explicação
• Dores abdominais
• Massa abdominal

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