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O câncer de ovário é raro e merece atenção

As mulheres devem ficar atentas com os principais fatores de risco do câncer de ovário

O câncer de ovário, muitas vezes, é uma doença silenciosa e quando os sintomas aparecem, já está em um estágio mais avançado. O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. 

 

O câncer de ovário representa 4% entre todos os diagnósticos mundiais, porém é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e com as menores taxas de cura, uma vez que o tratamento começa quando a paciente já se encontra com o tumor em estágio avançado. 

 

Quem pode ter câncer de ovário?

A oncologista clínica Ana Maria de Oliveira, do Instituto de Oncologia do Paraná — IOP, explica que existe um grupo de pacientes que precisa ser investigado, pois apresentam alto risco, como aqueles que possuem histórico familiar de câncer de ovário ou mama. Mas se a mulher já teve câncer de mama ou intestino, também precisa receber uma atenção a mais.

 

Mesmo sendo um tumor considerado raro, é recomendado que as mulheres, principalmente a partir dos 50 anos, mantenham os exames de rotina, como as ecografias, onde os casos do câncer de ovário mais iniciais são diagnosticados. 

 

Sintomas

Quando em estágio inicial, os sintomas do câncer de ovário podem ser muito vagos, ou seja, passarem despercebidos. Mas é importante procurar um médico a partir de sinais e sintomas como:

  • Sentir-se cheio rapidamente;
  • Ter perda de apetite;
  • Sentir dor na barriga (abdômen) ou parte inferior do abdômen que não vai embora;
  • Ter inchaço ou um aumento no tamanho do abdômen;
  • Precisar fazer xixi mais vezes.

 

“Outros sintomas podem surgir como cansaço que é inexplicável e não vai embora, alterações no hábito intestinal ou sintomas de síndrome do intestino irritável”, expõe Dra. Ana Maria.

 

Fatores de risco para o câncer de ovário

 

Mesmo sendo uma doença difícil de diagnosticar na fase inicial, as mulheres podem ficar atentas com os principais fatores de risco:

  •  Envelhecimento: o risco de câncer de ovário aumenta vertiginosamente a partir de cerca de 45 anos. E é maior entre pessoas com idade entre 75 e 79 anos;
  •  Histórico familiar: mãe, filha ou irmã que teve câncer de ovário aumenta o risco;
  •  Herança genética: Mutações em genes, como BRCA1 e BRCA2;
  •  Terapia de Reposição Hormonal (HRT): fazer TRH após a menopausa aumenta o risco de câncer de ovário. Ele é pequeno, mas existe. Converse com seu médico sobre essa terapêutica e se é apropriada ao seu caso;
  • Nunca teve gestação;
  •  Excesso de gordura corporal: aumenta o risco de câncer de ovário;
  •  Tabagismo: pode aumentar o risco de certos tipos de câncer de ovário, como o câncer de ovário mucinoso. Quanto mais tempo fumar, maior será o risco.

 

Diagnóstico

Será preciso realizar uma série de exames para comprovar o diagnóstico de câncer e mesmo assim às vezes só é possível ter certeza com a cirurgia. 

Conheça os exames recomendados:

  •  Exames de sangue: específico para câncer de ovário:
  •  Ultrassom;
  • Tomografia computadorizada;
  • Raio-X do tórax: ajuda a verificar sinais de câncer no peito, e também verifica a aptidão geral antes do tratamento;
  • Biópsia guiada por imagem.

 

Opções de tratamento

A escolha do tratamento para o câncer de ovário vai depender do tipo e estágio em que o tumor foi diagnosticado, mas na maioria dos casos existem duas opções: cirurgia e quimioterapia. Na cirurgia é importante que se resseque o máximo de doença possível, para depois dar início ao tratamento quimioterápico.  

 

Medicamentos contra o câncer

Existem drogas que direcionadas mudam a forma como as células funcionam e ajudam o corpo a controlar o crescimento do câncer. “Atualmente, são usados os inibidores de Parp e Bevacizumab, medicamentos direcionados para câncer de ovário avançado após o tratamento anterior. Embora não curem o câncer, ajudam a controlá-lo e trazem uma perspectiva maior de vida”, destaca a oncologista clínica.

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