Oncoplástica de mama

1 de setembro de 2020

Oncoplástica de mama

O câncer de mama é ainda o tumor mais frequente entre as mulheres e o que mais mata as brasileiras. Para 2020, estima-se em torno de 66.280 casos novos e cerca de 16.927 mortes pela doença. O diagnóstico precoce vem aumentando graças a campanhas de prevenção de câncer de mama, mediante o estímulo do auto-exame e da realização anual de mamografia em pacientes acima de 35 anos.

Descobrir a doença em estádios clínicos mais iniciais, além de apresentar mais chances de cura, permite tratamentos menos agressivos, com a realização de cirurgias conservadoras com mesmas chances de cura das cirurgias radicais.

“Mantidas as mesmas taxas de cura, a preocupação dos médicos se volta para um melhor aspecto estético das cirurgias e a cirurgia plástica contribui de maneira decisiva e definitiva para a cirurgia da mama. Hoje temos consolidada a cirurgia oncoplástica da mama, que alia o tratamento oncológico seguro com os benefícios da plástica”, cita Lucas Budel, mastologista do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP.

Várias técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas e aperfeiçoadas nos últimos anos, compondo hoje a cirurgia oncoplástica da mama, entre elas: conceitos de mamoplastias aplicados à oncologia, quadrantectomia com radioterapia intra-operatória, retalhos locais da mama para reconstrução após quadrantectomias e adenomastectomias com radioterapia intraoperatória do complexo aréolo-mamilar. Mesmo após as mastectomias, a cirurgia oncoplástica da mama tem muitas técnicas com bons resultados, a exemplo da reconstrução com implantes de silicone e reconstrução com retalhos miocutâneos, incluindo costas e abdome.

Assim, com a colaboração entre as especialidades da cirurgia oncológica e da cirurgia plástica, obtém-se melhores resultados estéticos e uma melhor qualidade de vida para a mulher com câncer de mama, mantendo-se as mesmas taxas de curas dos tratamentos radicais convencionais.

“Por isso, a mulher com câncer de mama precisa discutir bem com seu médico, porque para cada paciente existe um tratamento, que deve ser individualizado, trazendo uma melhor qualidade de vida com bons resultados estéticos e mantendo-se uma taxa de cura que é proporcional ao estado clínico da doença”, destaca Lucas Budel.