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Pesquisas apontam queda em exames e consultas de monitoramento do câncer

Redução no número de exames que auxiliam o diagnóstico do câncer representa risco para milhares de pacientes

A pandemia da COVID-19 que o mundo vive desde 2020 afetou inúmeras áreas, entre elas a da saúde, mas especificamente para exames de diagnóstico de diversas doenças incluindo o câncer. Dados do Painel Abramed 2021 – O DNA do Diagnóstico, da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), apontam que 177,5 milhões de exames deixaram de ser realizados em 2020, muitos deles associados ao câncer.

A pesquisa também mostrou a redução no número de exames que auxiliam no diagnóstico do câncer: queda de 37,3% de exames de pesquisa de sangue oculto nas fezes; 31,8% de colonoscopias; 28,3% de mamografias e 24,4% de exames de citopatologia cérvico-vaginal oncótica. Os números são alarmantes, principalmente quando analisamos a estimativa do Instituto Nacional de Câncer – INCA, que mostra que entre 2020 e 2022 serão cerca de 625,4 mil novos casos da doença. A demora no diagnóstico e início do tratamento representa risco de morte para milhares de
pacientes.

Dados do Ministério da Saúde, disponíveis no portal Datasus, mostram a queda expressiva nos exames de rastreamento dos principais tipos de tumor. No teste ginecológico que detecta lesões prévias ao câncer de colo de útero, papanicolau, houve uma redução de 66,9%. O exame de dosagem de PSA, que auxilia no diagnóstico do câncer de próstata, teve a diminuição de 26,9%. Já para a mamografia, a diminuição apresentada foi de 20,8%.

A oncologista clínica Rosane do Rocio Johnsson, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, explica que o medo tomou conta da população diante do novo coronavírus e isso acabou afetando o diagnóstico inicial de pacientes com câncer. O risco de um diagnóstico tardio se tornou determinante para se ter a cura ou não do câncer.

“Mesmo com a pandemia, é fundamental manter os exames de rotina em dia, principalmente aqueles que podem diagnosticar tumores em estágio inicial. Assim como qualquer tipo de neoplasia, quanto antes diagnosticado, melhor são as chances de cura e de tratamentos menos invasivos, possibilitando uma melhor qualidade de vida do paciente a longo prazo.”

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