Proteja-se contra o melanoma: em 2018 serão mais de 6 mil novos casos

19 de abril de 2018

O tumor representa apenas 3% das neoplasias malignas, mas é o mais grave devido à grande possibilidade de ter metástas

Entre os dias 11 e 16 de março, a oncologista clínica do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, Dra. Rosane do Rocio Johnsson, participou de um preceptorship em melanoma na UCLA The University of California, em Los Angeles (EUA).  O estudo foi importante para conhecer como está o tumor da atualidade. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer apontam que em 2018 serão diagnosticados 6.260 casos de melanoma no Brasil, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres. Também presente em pessoas mais idosas, o melanoma é um dos cânceres mais comuns em pessoas com menos de 30 anos.

O melanoma cutâneo ocorre quando as células produtoras dos pigmentos que dão cor à pele tornam-se cancerígenas. Os sintomas podem incluir um novo nódulo anormal ou uma mudança em uma pinta existente. Os melanomas podem ocorrer em qualquer parte do corpo. “Existem diversos tipos de melanoma, como o cutâneo, de mucosa (boca, órgãos genitais e região anal) e globo ocular (olhos). Ele pode surgir em qualquer parte do corpo, mas o melanoma cutâneo é o mais comum. Na maioria dos casos aparece em locais como o tronco (local mais comum em homens), as pernas (local mais frequentemente nas mulheres), ainda é frequente no pescoço e rosto”, explica a oncologista.

Fatores de risco para o melanoma

Pessoas com a pele clara, com ou sem sardas, e com cabelos ruivos ou loiros apresentam mais chances de desenvolver o melanoma. Aquelas com a pele mais pigmentada têm um risco menor de melanoma nos locais mais comuns, mas a oncologista clínica conta que qualquer pessoa pode desenvolver esse tipo de câncer nas palmas das mãos, plantas dos pés e sob as unhas. “Os melanomas nessas áreas respondem por uma porcentagem muito maior de casos em pessoas de raça negra do que em pessoas de raça branca.”

No entanto, é fundamental evitar os principais fatores de risco que podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver o melanoma. Destacam-se a exposição à Radiação Ultravioleta (UV) e as radiações UVA e UVB, que provocam queimaduras e desempenham um papel importante no surgimento do melanoma e do câncer de pele não melanoma. Pessoas que realizam bronzeamento artificial com frequência também apresentam um risco; as pintas na pele também devem ser observadas, muitas vezes são benignas, mas quando apresentam uma forma ou cor anormal devem ser analisadas clinicamente. “A questão hereditária também pode ser um sinal de alerta. Cerca de 10% das pessoas diagnosticadas têm histórico familiar. Quando o paciente já teve uma vez a doença, pode ter mais chances de recidivar. Também é necessária uma atenção especial aos pacientes que já utilizaram medicamentos que suprimem o sistema imunológico, como aqueles com órgãos transplantados ou infectados com o vírus HIV, que causa a AIDS, pois muitas vezes ficam com o sistema imunológico enfraquecido”, salienta Dra. Rosane.

Sintomas e tratamentos do melanoma

Outra questão que as pessoas devem levar em consideração é que o melanoma pode surgir de diferentes formas e em qualquer parte do corpo, não somente naquelas expostas ao sol. É fundamental também ficar atento com novas manchas de formas irregulares, sinais de nascença simples que mudam de cor, tamanho ou textura ou se os mesmos descascam ou sangram. Manchas escuras nas unhas, nas palmas das mãos, plantas dos pés ou nas membranas mucosas devem ser consideradas. “Após perceber alguma mudança na pele, os exames dermatológicos, dermatoscopia, mapeamento corporal total e dermatoscopia digital podem ajudar no diagnóstico do melanoma. Quando o resultado é positivo para doença, os tratamentos mais realizados são a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, além de poder utilizar também inibidor PD-1 ou CTLA-4, citocinas, terapia-alvo, terapia de transdução de sinal com inibidores de BRAF e MEK e, ainda, a terapia do vírus oncolítico. Os chamados vírus oncolíticos podem ser alterados em laboratório para que infectem e destruam principalmente as células cancerosas. Eles alertam, também, o sistema imunológico para ´atacar´ células cancerosas”, explica a especialista.

Com o passar dos anos os tratamentos estão cada vez mais avançados e individualizados, possibilitando ainda mais a assertividade. No entanto, para que as taxas de cura aumentem, é fundamental o diagnóstico precoce, mas para isso é necessário ficar sempre atento aos sinais dele e principalmente evitar o desenvolvimento da doença. “A prevenção ainda é a melhor arma contra o melanoma. Evite a exposição solar entre 10h e 16h, caso não possa evitar, tente ficar na sombra sempre que possível, até em dias nublados. Quando estiver exposto, utilize roupas com mangas compridas e calças, chapéu e óculos de sol de boa qualidade com proteção UV. Também é importante utilizar protetor solar com fator 30 ou maior, reaplicando a cada duas horas ou após se molhar ou suar. E sempre monitore as pintas e manchas que você já possui na pele. Qualquer sinal de mudança, procure um especialista”, complementa Rosane do Rocio Johnsson.

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