Saiba quais os exames complementares que ajudam a diagnosticar o câncer de pele

3 de fevereiro de 2021

Saiba quais os exames complementares que ajudam a diagnosticar o câncer de pele

O câncer de pele é um dos tumores mais frequentes no Brasil, correspondendo a 33% dos cânceres diagnosticados no país, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que para cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados no Brasil 176.930 novos casos de câncer de pele basocelular e espinocelular, sendo 83.770 em homens e 93.160 em mulheres.

De acordo com o cirurgião oncológico Luciano Biasi, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), os exames de imagem complementares que auxiliam no diagnóstico de tumores cutâneos são: Dermatoscopia, dermatoscopia digital e microscopia confocal. “A identificação precoce da lesão possibilita um tratamento com grande possibilidade de cura, em cerca de 90% dos casos ”, cita.

Tipos de exames:
Dermatoscopia: a dermatoscopia é feita pelo dermatoscópio, tipo de instrumento que permite uma visualização precisa de possíveis lesões cutâneas (que não podem ser vistas a olho nu). O exame auxilia na avaliação (assimetria, bordas, coloração e diâmetro) das lesões pigmentadas da pele (pintas). É feito com uma lente de aumento que, associada a uma luz potente, permite ao dermatologista visualizar estruturas dentro da pele, sendo possível detectar melanomas e carcinomas fase inicial.

Dermatoscopia digital: esse tipo de exame é indicado para pacientes com potencial desenvolvimento de melanoma cutâneo, como pessoas com pele clara, muitas pintas, cabelos loiros ou ruivos, olhos verdes ou azuis, múltiplas sardas e histórico familiar de melanoma. Um aparelho com software específico permite armazenar as imagens das pintas ou também chamadas de sinais e compará-las ao longo do tempo. São realizadas fotos da pele do paciente – o chamado mapeamento corporal –que são comparadas com as do banco de fotos do paciente já existentes e desta forma é possível identificar mudanças no aspecto macroscópico das pintas que já foram documentadas.

Podem ser feitas também fotos dermatoscópicas (dermatoscopia digital) de todas as pintas que devem ser acompanhadas. Igualmente, as imagens são armazenadas para se comparar ao longo do tempo.

Microscopia confocal: feita por um aparelho digital que emite um laser de baixa potência que em contato com a pele permite visualizar as estruturas microscópicas, como células e núcleos. Com a análise é possível avaliar achados microscópicos que possam indicar um câncer de pele. Essa tecnologia traz maior precisão diagnóstica por oferecer mais informações a respeito da lesão.