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Será que pode ser melanoma? Como reconhecer os sinais na pele.

O melanoma pode ser de diversos tipos, como o cutâneo, de mucosa e globo ocular

O que é melanoma: O melanoma é um tipo raro de câncer de pele, correspondendo a aproximadamente 4% dos casos, porém o melanoma é uma das formas mais agressivas e fatais da doença devido à sua alta possibilidade de provocar metástase, sendo responsável aproximadamente 90% de óbitos por câncer de pele.
O Dr. Juliano Rebolho, Cirurgião Oncológico do IOP, explica sobre o assunto.

Detecção precoce do melanoma aumenta as chances de cura

O melanoma cutâneo ocorre quando as células produtoras dos pigmentos que dão cor à pele tornam-se cancerígenas. Estatísticas mostram que o câncer de pele corresponde a cerca de 30% dos casos de câncer diagnosticados no Brasil, sendo que a exposição solar é um dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. O melanoma é um tipo raro de câncer de pele, correspondendo a aproximadamente 4% dos casos, porém é uma das formas mais agressivas e fatais da doença devido à sua alta possibilidade de provocar metástase, sendo responsável aproximadamente 90% de óbitos por câncer de pele.

O melanoma pode ser de diversos tipos, como o cutâneo, de mucosa, globo ocular, mas o melanoma cutâneo é o mais comum. Na maioria dos casos aparece em locais como o tronco (local mais comum em homens), as pernas (local mais frequentemente nas mulheres), ainda é frequente no pescoço e rosto. Encontrar o melanoma em um estágio inicial é crucial. A detecção precoce pode aumentar bastante as chances de cura – a taxa de sobrevivência é de 96% em 5 anos para pacientes cujo melanoma é detectado precocemente. Já a taxa de sobrevivência cai para 65% se a doença atingir os gânglios linfáticos e 25% se espalhar para órgãos distantes.

O cirurgião oncológico Dr. Juliano Rebolho, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, especialista em câncer de pele e melanoma, explica que pessoas com a pele clara, com ou sem sardas, e com cabelos ruivos ou loiros apresentam mais chances de desenvolver o melanoma. “Pessoas com a pele mais pigmentada têm um risco menor de melanoma nos locais mais comuns, mas qualquer pessoa pode desenvolver esse tipo de câncer nas palmas das mãos, plantas dos pés e sob as unhas. Os melanomas nessas áreas respondem por uma porcentagem maior de casos em pessoas de raça negra do que em pessoas de raça branca.”

Fatores de risco para o melanoma

É fundamental a população evitar os principais fatores de risco que podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver o melanoma. Entre eles, destacam-se:

  • A exposição à Radiação Ultravioleta (UV) e as radiações UVA e UVB, que provocam queimaduras e desempenham um papel importante no surgimento do melanoma e do câncer de pele não melanoma. Pessoas que realizam bronzeamento artificial com frequência também apresentam um risco.

  • As pintas na pele também devem ser observadas, muitas vezes são benignas, mas quando apresentam uma forma ou cor anormal devem ser analisadas clinicamente.

  • A questão hereditária também pode ser um sinal de alerta. Cerca de 10% das pessoas diagnosticadas têm histórico familiar. Quando o paciente já teve uma vez a doença, pode ter mais chances de ter uma segunda lesão.

  • Também é necessária uma atenção especial aos pacientes que já utilizaram medicamentos que suprimem o sistema imunológico, como aqueles com órgãos transplantados ou infectados com o vírus HIV, que causa a AIDS, pois muitas vezes ficam com o sistema imunológico enfraquecido.

Sintomas e tratamentos

  • É fundamental ficar atento com novas manchas de formas irregulares, sinais de nascença simples que mudam de cor, tamanho ou textura ou se os mesmos descascam ou sangram. Manchas escuras nas unhas, nas palmas das mãos, plantas dos pés ou nas mucosas devem ser consideradas.

  • Também é importante as pessoas terem conhecimento de que o melanoma pode surgir de diferentes formas e em qualquer parte do corpo, não somente naquelas expostas ao sol.

  • Após perceber alguma mudança na pele, os exames dermatológicos, dermatoscopia, mapeamento corporal total e dermatoscopia digital podem ajudar no diagnóstico do melanoma.

  • Os tratamentos mais realizados são a cirurgia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo. Com o passar dos anos, os tratamentos estão cada vez mais avançados e individualizados, possibilitando ainda mais assertividade.

Prevenção é a melhor aliada

A prevenção ainda é a principal arma contra o melanoma, por isso, veja as orientações:

  • Evite a exposição solar entre 10h e 16h, caso não consiga, tente ficar na sombra sempre que possível, até em dias nublados.

  • Quando estiver exposto, utilize roupas com mangas compridas e calças, chapéu e óculos de sol de boa qualidade com proteção UV.

  • Utilize protetor solar com fator 30 ou maior, reaplicando a cada duas horas ou após se molhar ou suar.

  • Monitore as pintas e manchas que você já possui na pele. Qualquer sinal de mudança, procure um especialista.

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