Setembro Dourado marca a conscientização sobre o câncer infantojuvenil

3 de setembro de 2021

A campanha Setembro Dourado foi criada para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, que, quando realizado, aumenta em 70% as chances de cura. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes – representam de 1 a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados.

Para a oncopediatra Antonella Zanette, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. “Diagnosticada a doença em fase inicial, é possível a adoção de uma terapêutica correta mais rapidamente, o que ajudará, em muito, a resposta e o prognóstico dessa criança”.

O câncer na criança é dotado de particulares, por que não tem relação com fatores ambientais e estilo de vida, como os adultos. A orientação é manter a rotina de consultas com o pediatra, pois ele poderá observar alguma anormalidade e encaminhar a um profissional da área”, cita.

Os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos muitas vezes com os de outras doenças comuns na infância, por isso todo cuidado e atenção devem ser dispensados às crianças. Pais e/ou responsáveis devem ficar atentos aos sinais e sintomas, entre eles:

. Palidez;
. Hematomas ou sangramentos;
. Dor óssea;
. Caroços ou inchaços;
. Perda de peso não espontânea;
. Febre;
. Tosse persistente ou falta de ar;
. Sudorese noturna;
. Alterações oculares como pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos;
. Inchaço abdominal;
. Dores de cabeça, especialmente se incomuns, persistentes ou graves;
. Vômitos;
. Dor em membros;
. Fadiga, letargia ou mudanças no comportamento, como isolamento;
. Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação.

Vale ressaltar que o câncer infantojuvenil é também associado a alterações genéticas e a malformações congênitas (síndromes). “Neste caso, a criança deve ter um acompanhamento constante para se detectar o potencial de desenvolvimento da doença oncológica”, diz a oncopediatra.

Formas de tratamento

Em geral, o tratamento do câncer do infantojuvenil é baseando em quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e/ou cirurgia, dependendo muito do diagnóstico, estadiamento e evolução da doença. “O tratamento é individualizado e deve levar em consideração muitos fatores, como, por exemplo, estadiamento inicial, comorbidades, presença ou não de metástases. Lembrando-se sempre de preservar ao máximo os outros órgãos mantendo uma qualidade de vida futura”, diz Dra. Antonella.