Setembro Verde: mês alerta sobre a prevenção do câncer de intestino

1 de setembro de 2021

Diagnosticado na fase inicial, alcança índices de cura entre 90% e 95%

A campanha nacional Setembro Verde, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), visa conscientizar a população sobre os riscos do câncer de intestino (cólon e reto ou colorretal) e formas de prevenção. O objetivo da campanha é mostrar a importância do diagnóstico precoce, já que em fase inicial tem uma alta taxa de cura, entre 90% e 95%.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam para 2021 cerca de 20.540 casos de câncer de cólon e reto em homens e 20.470 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,64 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto é o terceiro tumor mais frequente na Região Sul (25,11/100 mil). No Paraná, são estimados 1.250 novos casos em homens e 1.230 em mulheres.

Esse tipo de câncer vem crescendo consideravelmente no país e abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso, nominada como cólon, no reto e ânus. O cirurgião oncológico Fernando Mauro, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, cita os principais sintomas que devem ligar nosso sinal de alerta para a doença: “sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, com presença de diarreia e prisão de ventre alternados, dor ou desconforto abdominal, sinais de fraqueza, anemia, perda de peso sem explicação e aparecimento de massa abdominal”. Para ele, esses podem ser indícios de desenvolvimento de tumores no intestino e devem ser avaliados por um especialista o quanto antes.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito mediante biópsia – análise de um pequeno pedaço de tecido removido da lesão suspeita, cuja amostra é retirada por endoscopia. Uma vez confirmado, o procedimento inicial é uma cirurgia para a retirada da parte afetada do intestino, outras etapas do tratamento podem incluir a radioterapia e a quimioterapia, visando diminuir recidivas (reaparecimento da doença). Segundo Dr. Fernando Mauro, esta é uma doença tratável e com uma taxa elevada de cura, por isso ele alerta para a importância do diagnóstico precoce, já que quando o tumor se espalha em outros órgãos as chances de cura são reduzidas.

Portanto, a recomendação é realizar os exames anualmente e procurar um médico caso haja algum sintoma dos já citados. O médico ainda aconselha que se adote um estilo de vida mais saudável, o que, segundo ele, “vai ajudar a evitar o surgimento desse tipo de neoplasia e de outras doenças crônicas”.

Uma dieta desequilibrada, sedentarismo e tabagismo estão também relacionados à incidência do tumor. O cirurgião oncológico esclarece que há outros fatores igualmente importantes, como histórico familiar e ocorrência anterior de algum outro tipo de neoplasia. Além disso, “pessoas com idade acima de 45 anos devem ter um cuidado especial em relação aos hábitos de vida e manter uma rotina de exames preventivos”.

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