Técnica inédita pode preservar a fertilidade das mulheres com tumores pélvicos

21 de agosto de 2017

O cirurgião oncológico do Instituto de Oncologia do Paraná, Dr. Reitan Ribeiro, criou uma nova técnica que poderá preservar a fertilidade em pacientes com câncer pélvico, principalmente câncer de reto, e que necessitarão de radioterapia na região, o que resulta na infertilidade feminina. A técnica foi publicada na principal revista científica sobre infertilidade no mundo e também foi aprovada na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para se avaliar a viabilidade da técnica e a adoção de procedimentos padrões.

O especialista explica que a nova técnica foi criada pensando nas pacientes que quando necessitam fazer radioterapia da pelve tinham danos no ovário, trompas e útero, fazendo com que não conseguissem mais engravidar. “Desenvolvemos uma técnica que move o útero da pelve e coloca na parte superior do abdome. Dessa maneira, a paciente faz a radioterapia e não compromete o útero e os ovários. Depois do final do tratamento, coloca-se no lugar certo novamente o útero e a paciente pode engravidar”, explica.

Inédito no mundo, o primeiro procedimento foi realizado em 2015 e para se tornar uma técnica disponível é necessário passar por uma fase de estudos de viabilidade. Será realizada uma pesquisa em um grupo de dez pacientes para verificar a eficácia total da técnica. Segundo Dr. Reitan Ribeiro, “Especialistas do mundo inteiro já entraram em contato querendo saber detalhes da técnica. Se der certo no estudo, a tendência é expandir rapidamente. É uma técnica promissora, mas que ainda estamos buscando mais resultados. A maior importância é dar a chance de gravidez para uma paciente que não tinha nenhuma chance. O que tem de novo é que pela primeira vez esse grupo de pacientes pode sonhar em gestar um filho. Não podemos dar certeza, mas tem bom indício que sim”.

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