Vacina contra o câncer de pâncreas apresenta bons resultados e traz nova esperança a pacientes

14 de setembro de 2023

O oncologista clínico e Responsável Técnico do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, Luís Felipe Matiusso de Souza, explica como a vacina contra o câncer de pâncreas apresenta bons resultados e traz nova esperança a pacientes em tratamento. A pesquisa foi publicada na revista científica Nature, uma das mais conceituadas na área científica. Saiba mais no novo artigo médico do IOP.

Vacina contra o câncer de pâncreas apresenta bons resultados e traz nova esperança a pacientes

Pesquisa publicada na revista científica Nature, uma das mais conceituadas na área científica, cita que cientistas da BioBTech fizeram um imunizante personalizado, com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), projetado para ensinar o sistema imunológico do paciente a atacar o tumor. A vacina está sendo desenvolvida pela empresa de pesquisa alemã BioNTech, juntamente com norte-americana Genentech.

Essa nova modalidade de tratamento – um tipo de imunoterapia – visa aumentar a resposta imune do paciente aos tumores, tendo como objetivo evitar que o câncer volte, cresça ou mesmo se espalhe. A ideia central do tratamento é aumentar as defesas naturais do corpo contra as células cancerígenas. As proteínas produzidas no corpo ou em laboratório treinam o sistema imunológico do paciente a identificar e destruir células causadoras da doença.

Linha de pesquisa

O estudo, de fase 1, testou a combinação em um pequeno grupo de pacientes (16), todos de etnia caucasiana, que receberam a vacina, associada à quimioterapia e imunoterapia “tradicional”.

Oito participantes apresentaram resposta imune detectável, desenvolvendo células T (podem potencialmente reconhecer células cancerígenas e impedi-las de reaparecer), e entre eles não houve evidência de recorrência do câncer 18 meses após a cirurgia. O tempo médio de recorrência foi de 13,4 meses entre os pacientes que não responderam ao tratamento.

Os resultados são promissores e trazem novas esperanças aos pacientes com câncer de pâncreas, mas ainda é preciso desenvolver os testes clínicos de fase 2 e 3, antes que o imunizante seja submetido às agências reguladoras e, depois, ao mercado. Isso deverá demorar pelo menos mais quatro ou cinco anos.

 

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