Centro de Pesquisas Clínicas do IOP realiza estudos científicos internacionais

9 de outubro de 2020

Centro de Pesquisas Clínicas do IOP realiza estudos científicos internacionais

Organizações de ponta têm investido na área de pesquisa, demonstrando que a equipe está constantemente em busca de novos conhecimentos e no avanço do tratamento oncológico. O Centro de Pesquisas Clínicas do IOP, criado em 2006, participa de estudos clínicos científicos junto com outros centros mundiais e nacionais de oncologia e conta com certificações internacionais e nacionais para a condução de pesquisas clínicas. Atualmente, estão em estudo oito protocolos de pesquisa envolvendo medicamentos para o tratamento dos mais variados tipos de câncer, com destaque para próstata, mama e pulmão.

A farmacêutica Mariana Brandão, uma das coordenadoras de estudos científicos do Centro de Pesquisas Clínicas do IOP, afirma que, ao contrário do que se imagina, o Brasil já não fica mais para atrás quando o assunto é pesquisa científica. Hoje, o país integra estudos de ponta, contribuindo para a descoberta de medicamentos avançados para o tratamento do câncer.

Avaliação por comitê de ética
Mariana explica que, antes de ser oferecido ao paciente, todo e qualquer estudo é avaliado antes por um comitê de ética. “Só então o paciente com perfil delineado pela pesquisa é convidado a participar, devendo assinar um termo de livre consentimento antes de realizar qualquer avaliação pelo estudo. A partir desse momento, ele realiza exames e novas avaliações para investigar a fundo a possibilidade de integrar o estudo científico”, esclarece.

Caminho percorrido até a farmácia
Antes de chegar às prateleiras das farmácias, o medicamento leva cerca de dez anos para finalizar os estudos e poder ser comercializado e os investimentos podem ultrapassar o valor de R$ 1 bilhão, dependendo da molécula e do tipo de doença em estudo. Nesse período, o medicamento precisa passar por fases de estudo pré-clínicas e clínicas. Na fase pré-clínica são realizados estudos em animais e em laboratório. Uma vez aprovada, a molécula segue para a fase clínica, que acontece em três etapas: I, II e III. A cada etapa é aumentado o número de participantes envolvidos no estudo, visando comprovar a segurança do medicamento e, por fim, na fase III, a sua eficácia. “O Brasil pode participar, junto com outros centros do país e do exterior, de todas as fases, porém mais frequentemente das fases II e III, que antecedem a comercialização do produto”, explica Mariana Brandão.

Integrar um estudo científico de ponta é, sem dúvida, um diferencial não apenas para o Centro de Pesquisas Clínicas do IOP, mas também para os profissionais que participam dele – equipe médica de investigadores e equipe multidisciplinar especializada –, uma vez que demonstra atualização constante, bem como para os pacientes, que se beneficiam de um medicamento muito antes de sua comercialização.