Médico do IOP participa de estudo internacional de sobrevida de pacientes com câncer de ovário recidivado

4 de maio de 2021

Médico do IOP participa de estudo internacional de sobrevida de pacientes com câncer de ovário recidivado

Durante a sessão plenária do SGO Annual Meeting on Women’s Cancer, realizada recentemente, foram apresentados os benefícios do ensaio clínico ARIEL4, de fase 3, confirmando o uso benéfico do medicamento rucaparibe para pacientes com câncer de ovário recidivante com mutação de BRCA. O oncologista clínico Luciano S. Biela, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, foi o investigador principal do estudo multicêntrico, realizado no Centro de Pesquisas Clínicas do IOP e em outras instituições pelo mundo, e participou como coautor na publicação do painel durante o Meeting da SGO.

Entre as principais conclusões do estudo estão que o medicamento, chamado rucaparibe, melhorou a sobrevida livre de progressão quando comparado à quimioterapia em pacientes com câncer de ovário recidivado, avançado ou metastático, após duas ou mais linhas de tratamento, com mutação em BRCA. “Além disso, uma análise exploratória – que ainda precisa de confirmação – mostra que, possivelmente, mutações de reversão de BRCA (um subtipo específico de alteração em BRCA) podem conferir resistência primária ao tratamento com rucaparibe, e esse foi o primeiro estudo a identificar essa possível associação”, explica o oncologista clínico.

O IOP também se destaca no estudo por ter ficado dentro do TOP 5 de recrutamento no ano de 2020, junto com clínicas da Rússia e Ucrânia. “A busca pelo estudo foi muito grande, tendo em vista a peculiaridade do perfil do paciente e a possibilidade de realizar o teste e terapia dirigida para mutação de BRCA. O uso de terapia-alvo com essa classe de medicamentos e para esse perfil de pacientes representa hoje um grande avanço no tratamento do câncer de ovário. Ainda temos pacientes em tratamento com o medicamento no IOP, que seguem em acompanhamento. Sem dúvida, nossas pacientes puderam e podem desfrutar de um tratamento inovador ainda pouco disponível, facilitado pelo protocolo de estudo clínico, e com excelentes resultados, como é possível ver nas evidências da apresentação na SGO”, ressalta Mariana Borges Brandão, farmacêutica e coordenadora de Estudos no Centro de Pesquisas Clínicas do IOP.

A participação de estudos como esse mostram a dedicação que o Grupo IOP possui em ir em busca do melhor tratamento para seus pacientes.