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O que é adenocarcinoma: sintomas, tipos, diagnóstico e chances de cura

O adenocarcinoma é um tipo de câncer que se desenvolve nas glândulas do tecido epitelial, responsáveis por produzir secreções como muco, enzimas e hormônios. É um dos tipos mais comuns de neoplasia maligna e pode surgir em diferentes órgãos, como pulmão, próstata, estômago, intestino, endométrio e pâncreas.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer, os tumores epiteliais representam a maior parte dos diagnósticos oncológicos no mundo.

Para esclarecer o tema, o Dr. Luis Felipe Matiusso, oncologista clínico e responsável técnico do IOP, explica que o adenocarcinoma é “um câncer que nasce em células glandulares, estruturas presentes em vários órgãos do corpo. Por isso, o comportamento e o tratamento variam de acordo com o local de origem e o grau de diferenciação do tumor”.

 

Diferença entre carcinoma e adenocarcinoma

Carcinoma é um termo amplo que define qualquer câncer originado no tecido epitelial. O adenocarcinoma é um subtipo de carcinoma que surge especificamente em glândulas ou em tecidos com função secretora.
Em outras palavras:

  • todo adenocarcinoma é um carcinoma,
  • mas nem todo carcinoma é um adenocarcinoma.

Outros tipos de carcinoma incluem o carcinoma escamoso, o carcinoma basocelular e o carcinoma de células transicionais.

 

Tipos de adenocarcinoma

Como as células glandulares estão presentes em diversas regiões do corpo, o adenocarcinoma pode se manifestar em diferentes locais. Entre os tipos mais frequentes estão:

  • Adenocarcinoma de pulmão

É o subtipo mais comum do câncer de pulmão, especialmente em não fumantes. Geralmente se origina nas regiões periféricas do pulmão e tende a crescer de forma mais lenta que outros tipos.

  • Adenocarcinoma gástrico

Surge nas glândulas do estômago e é o tipo predominante de câncer gástrico. Está associado a fatores como gastrite crônica, infecção por Helicobacter pylori e histórico familiar.

  • Adenocarcinoma de próstata

É o tipo mais comum de câncer de próstata. Ele se desenvolve nas glândulas produtoras do fluido seminal e costuma ter crescimento lento, embora possa apresentar variantes agressivas.

  • Adenocarcinoma colorretal

Acomete o intestino grosso e o reto. Representa mais de 95 por cento dos casos de câncer colorretal segundo o INCA. A colonoscopia é o exame principal para prevenção e diagnóstico precoce.

  • Adenocarcinoma endometrioide

Aparece no endométrio, camada interna do útero. Costuma ser diagnosticado precocemente devido ao sintoma mais comum, o sangramento vaginal anormal.

  • Adenocarcinoma pancreático

É um dos tumores mais agressivos, muitas vezes diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas iniciais.

  • Adenocarcinoma mucinoso

Produz grande quantidade de muco e pode ocorrer em vários órgãos. Em alguns casos, apresenta comportamento mais agressivo.

  • Adenocarcinoma acinar usual

É uma classificação muito utilizada para tumores da próstata e indica o tipo histológico mais frequente nesse órgão.

 

Adenocarcinoma bem diferenciado, moderadamente diferenciado e pouco diferenciado

O grau de diferenciação indica o quanto as células tumorais se parecem com células normais.

  • Bem diferenciado: crescimento mais lento e melhor prognóstico.
  • Moderadamente diferenciado: comportamento intermediário.
  • Pouco diferenciado: células mais agressivas e maior risco de disseminação.

 

Adenocarcinoma invasivo

Significa que o tumor já ultrapassou a camada onde se originou e invadiu tecidos vizinhos, etapa que requer atenção e tratamento mais rápido.

Adenocarcinoma de próstata, reto e outros locais: o que significam

 

O que é adenocarcinoma de próstata

Tumor maligno mais frequente em homens brasileiros. Geralmente cresce devagar, mas precisa de acompanhamento para identificar variantes agressivas.

 

O que é adenocarcinoma no reto

Surge no final do intestino grosso. Pode causar alterações do hábito intestinal, sangramento e perda de peso. A colonoscopia é essencial para diagnóstico precoce.

 

O que é adenocarcinoma pulmonar

Subtipo mais frequente no pulmão, com maiores chances de tratamento quando diagnosticado no início.

 

Sintomas e prevenção de adenocarcinoma

Os sintomas variam de acordo com o órgão afetado, mas sinais de alerta incluem:

  • perda de peso sem explicação,
  • sangramento,
  • dor persistente,
  • alteração do hábito intestinal,
  • falta de ar,
  • fadiga intensa.

A prevenção depende do tipo de adenocarcinoma. Algumas medidas gerais incluem:

  • manter hábitos saudáveis,
  • evitar tabagismo,
  • praticar atividade física,
  • manter o peso adequado,
  • realizar exames preventivos como colonoscopia, mamografia, PSA e exames ginecológicos.

Segundo o Dr. Luis Felipe, “o diagnóstico precoce é o principal fator que aumenta as chances de cura. Exames preventivos são fundamentais, especialmente em pessoas com histórico familiar ou fatores de risco”.

 

Diagnóstico de adenocarcinoma

O diagnóstico costuma envolver:

  • exames de imagem como tomografia, ressonância e colonoscopia,
  • exames laboratoriais,
  • biópsia com análise anatomopatológica,
  • imunohistoquímica para definir subtipo e características moleculares.

Essas informações orientam o tratamento e ajudam a prever o comportamento da doença.

 

Como tratar adenocarcinoma?

O tratamento depende do local do tumor, do estágio da doença e do perfil do paciente. Pode incluir:

  • cirurgia para remoção do tumor,
  • radioterapia,
  • quimioterapia,
  • terapias-alvo,
  • imunoterapia,
  • combinações de tratamentos.

Nos casos avançados, a abordagem costuma ser multidisciplinar, com integração entre oncologia clínica, cirurgia oncológica e radioterapia.

 

Chances de cura do adenocarcinoma

As chances de cura variam conforme o estágio e o órgão acometido. Tumores detectados no início têm prognóstico muito melhor.
De forma geral:

  • tumores bem diferenciados têm maior taxa de cura,
  • tumores metastáticos exigem tratamentos sistêmicos,
  • o diagnóstico precoce é determinante para melhores resultados.

Segundo o Dr. Luis Felipe Matiusso, “a combinação entre prevenção, diagnóstico precoce e avanços nas terapias aumenta cada vez mais o controle da doença e as chances de cura em muitos tipos de adenocarcinoma”.

 

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Texto assinado por: Dr. Luis Felipe Matiusso – IOP

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