O câncer de pulmão é um dos tipos de câncer mais comuns e graves da atualidade. Ele está entre as principais causas de morte por câncer no mundo e, no Brasil, ocupa uma das primeiras posições em mortalidade oncológica segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. A principal causa é o tabagismo, mas fatores como poluição, histórico familiar e exposição ao fumo passivo também aumentam significativamente o risco.
Para a Dra. Aline Vieira, oncologista clínica do IOP, “o câncer de pulmão é uma doença silenciosa em muitos casos. Por isso, entender os sintomas e investir em prevenção é essencial para detectar a doença mais cedo e melhorar as chances de tratamento”.
O que é câncer de pulmão
O câncer de pulmão acontece quando células do tecido pulmonar começam a crescer de forma descontrolada formando um tumor maligno. Esse tipo de neoplasia pode se espalhar para outras partes do corpo e, por isso, exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.
Tipos de câncer de pulmão
O câncer de pulmão é dividido em dois grandes grupos. Cada tipo tem características diferentes e exige tratamentos específicos.
- Câncer de pulmão de não pequenas células
É o tipo mais comum e representa cerca de 85 por cento dos casos. Entre seus subtipos estão:
Adenocarcinoma pulmonar
É o tipo mais comum, especialmente em não fumantes. Costuma surgir nas regiões periféricas do pulmão.
Carcinoma de células escamosas
Relaciona-se fortemente ao tabagismo. Afeta principalmente as vias aéreas centrais.
Carcinoma de grandes células
É menos comum, mas pode crescer rapidamente.
- Câncer de pulmão de pequenas células
Tem comportamento mais agressivo e tende a crescer e se espalhar rapidamente. É muito associado ao consumo de cigarro.
Sintomas do câncer de pulmão
Os sintomas podem variar, mas os sinais mais frequentes incluem:
- tosse persistente,
- falta de ar,
- dor no peito,
- rouquidão,
- cansaço frequente,
- perda de peso sem explicação,
- presença de sangue no escarro.
A Dra. Aline Vieira reforça que “qualquer sintoma respiratório que não melhora deve ser avaliado por um médico, especialmente em pessoas fumantes ou ex-fumantes”.
Tabagismo e câncer de pulmão
O cigarro é responsável pela maioria dos casos de câncer de pulmão. As substâncias tóxicas presentes na fumaça causam danos diretos às células do pulmão e favorecem mutações que podem levar ao tumor.
Além do cigarro tradicional, cigarro eletrônico, narguilé e tabacos aromatizados também oferecem riscos. Mesmo quem não fuma, mas convive com fumantes, pode desenvolver câncer de pulmão. O fumante passivo tem risco aumentado para doenças respiratórias graves e diferentes tipos de câncer.
Outros fatores de risco incluem poluentes ambientais, histórico familiar de câncer de pulmão e exposição a químicas tóxicas.
Prevenção do câncer de pulmão
A maneira mais eficaz de prevenir o câncer de pulmão é não fumar. Parar de fumar em qualquer fase da vida já diminui significativamente o risco. Além disso, hábitos saudáveis ajudam na proteção geral do organismo, como:
- praticar exercícios físicos,
- manter alimentação equilibrada,
- evitar exposição prolongada à poluição,
- realizar check-up regular.
A Dra. Aline explica que “abandonar o tabagismo é, sem dúvida, a medida mais importante. Mas a prevenção também envolve cuidado com o ambiente, rotina de exames e atenção aos sintomas”.
Como é feito o diagnóstico do câncer de pulmão
O diagnóstico pode incluir:
- exames de imagem como tomografia computadorizada,
- broncoscopia,
- biópsia para confirmar a presença de células cancerígenas.
A tomografia de baixa dose é um importante exame para rastreamento em grupos de alto risco, como fumantes ou ex-fumantes com impacto prolongado.
Tratamento do câncer de pulmão
O tratamento depende do tipo de tumor, da extensão da doença e das condições de saúde do paciente. As principais opções incluem:
- cirurgia,
- radioterapia,
- quimioterapia,
- imunoterapia,
- terapia-alvo.
Hoje, avanços como testes moleculares ajudam a identificar características genéticas do tumor e escolher terapias mais precisas.
Perguntas frequentes sobre câncer de pulmão
A principal causa é o tabagismo. O fumante passivo também tem risco aumentado.
Tosse persistente, dor no peito, falta de ar e cansaço constante são os mais comuns.
Sim. Fatores como poluição, histórico familiar e mutações genéticas também influenciam.
As chances de cura aumentam quando o diagnóstico é feito precocemente.
Por tomografia, broncoscopia, biópsia e exames de imagem.
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo, dependendo do tipo de tumor.
Em alguns casos, fatores genéticos podem aumentar o risco.
Sim. O risco diminui progressivamente após abandonar o cigarro.
A tomografia de baixa dose é indicada para grupos de risco.
Variam conforme o tipo do câncer, estágio e início do tratamento.
Cuidar hoje faz diferença amanhã
O câncer de pulmão é uma doença séria, mas pode ser diagnosticado mais cedo quando há atenção aos sintomas e aos fatores de risco. Para a Dra. Aline Vieira, “informação, prevenção e acompanhamento são pilares essenciais para reduzir o impacto da doença e ampliar as possibilidades de tratamento”.
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Texto assinado por: Dra. Aline Vieira – IOP




