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Quais são os tipos de câncer de pele?

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil e pode se manifestar de diferentes formas. Embora muitas pessoas associem a doença apenas a manchas escuras ou pintas irregulares, existem diversos tipos de tumores cutâneos, cada um com características, níveis de gravidade e tratamentos específicos.

Reconhecer alterações suspeitas na pele e buscar avaliação médica precocemente faz toda a diferença no diagnóstico e nas chances de cura. Nem toda alteração na pele será um câncer, mas toda mudança persistente merece atenção e o acompanhamento médico é essencial para diferenciar lesões benignas de tumores que exigem tratamento.

 

Classificações do câncer de pele

Os cânceres de pele são divididos em dois grandes grupos: melanoma e não melanoma. Dentro dessas classificações, existem diferentes subtipos com comportamentos distintos.

 

Carcinoma Basocelular

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele. Costuma surgir como pequenas lesões brilhantes, feridas que não cicatrizam ou manchas rosadas e avermelhadas. Geralmente apresenta crescimento lento.

Ele é mais comum em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, nariz, couro cabeludo e orelhas.

Nível de gravidade: baixo potencial de metástase. Apesar disso, pode crescer localmente e comprometer tecidos ao redor quando não tratado.

Tratamentos mais comuns:

  • Cirurgia para retirada da lesão
  • Cirurgia micrográfica de Mohs
  • Laser ou tratamentos tópicos em casos específicos

 

Carcinoma Espinocelular

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular costuma aparecer como feridas endurecidas, lesões ásperas, avermelhadas ou áreas descamativas que podem sangrar.

Esse tipo está associado principalmente à exposição solar acumulada ao longo da vida.

Nível de gravidade: intermediário. Pode gerar metástases em alguns casos, especialmente quando diagnosticado tardiamente.

Tratamentos mais comuns:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Imunoterapia em casos avançados

 

Melanoma

câncer de pele tipo melanoma

O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Surge geralmente a partir de pintas já existentes ou novas manchas escuras que apresentam alteração de tamanho, cor ou formato.

A principal regra de observação é o ABCDE:

  • A: Assimetria
  • B: Bordas irregulares
  • C: Cor desigual
  • D: Diâmetro aumentado
  • E: Evolução da lesão

Nível de gravidade: alto potencial de disseminação para outros órgãos quando não identificado precocemente.

Tratamentos mais comuns:

  • Cirurgia
  • Imunoterapia
  • Terapia-alvo
  • Radioterapia, em alguns casos

Apesar da gravidade, os avanços da oncologia mudaram significativamente o cenário do melanoma nos últimos anos. Hoje, com tratamentos mais modernos e personalizados, principalmente através da imunoterapia, é possível obter resultados positivos mesmo para pacientes com melanoma avançado.

 

Carcinoma de Células de Merkel

Carcinoma de Células de Merkel

Mais raro e agressivo, esse tumor costuma surgir como nódulos avermelhados ou arroxeados de crescimento rápido. É mais frequente em idosos e pacientes imunossuprimidos.

Nível de gravidade: elevado potencial de disseminação.

Tratamentos mais comuns:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Imunoterapia

 

Como é feito o diagnóstico de cada um dos tipos de câncer de pele?

O diagnóstico do câncer de pele começa pela avaliação clínica da pele realizada pelo dermatologista ou oncologista. O médico observa formato, textura, cor e comportamento das lesões.

Entre os exames mais utilizados estão:

  • Dermatoscopia
  • Mapeamento corporal
  • Biópsia da lesão
  • Exames de imagem, em casos específicos

A biópsia é considerada fundamental para confirmar o tipo de tumor e definir o tratamento mais adequado. A partir dela, o especialista pode fazer o diagnóstico e determinar qual o melhor tratamento a ser seguido a partir dali.

 

O que diferencia um estágio de câncer de pele do outro?

O estágio do câncer de pele depende de fatores como:

  • Tamanho da lesão
  • Profundidade do tumor
  • Comprometimento de linfonodos
  • Presença ou não de metástases

Nos casos iniciais, o tumor permanece localizado apenas na pele. Já em estágios mais avançados, pode atingir estruturas mais profundas e até outros órgãos. No melanoma, por exemplo, a profundidade da lesão é um dos principais critérios utilizados para determinar a gravidade da doença.

Quanto mais cedo o diagnóstico acontece, maiores são as chances de tratamentos menos agressivos e resultados positivos.

Além da proteção solar diária, é importante observar regularmente a pele e procurar avaliação médica diante de qualquer alteração persistente. Afinal, quando o assunto é câncer de pele, informação e prevenção seguem sendo as ferramentas mais importantes para salvar vidas.

 

Revisão médica: Dr. Gustavo Vasili Lucas (CRM/PR 29748), Oncologista Clínico do IOP.

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