Os pacientes com câncer de esôfago e da junção gastroesofágica (JGE) com doença metastática ou localmente avançada não candidatos à ressecção cirúrgica curativa ou protocolo de quimiorradioterapia definitiva agora possuem mais um aliado para o tratamento.
Recentemente, o Food and Drug Administration – FDA, órgão dos Estados Unidos que equivale à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa aqui no Brasil, aprovou o uso do anticorpo monoclonal anti-PD-1 pembrolizumabe em combinação à quimioterapia baseada em fluoropirimidina e platina para esses pacientes.
A aprovação foi feita depois da análise de dados do estudo de fase III KEYNOTE-590 com 749 paciente que utilizam pembrolizumabe ou placebo combinados à quimioterapia com fluoropirimidina e platina.
Desses pacientes, cerca de três quartos possuíam tumores de histologia escamosa e aproximadamente a metade deles apresentava alta expressão de PDL-1.
Também foi observado que houve uma redução de 27% no risco de morte e uma sobrevida de 45% dos que utilizaram o anticorpo e 29.3% o placebo.
Já em relação a segurança, a taxa de eventos adversos com a utilização do imunoterápico foi 71,9%.
Entre os principais sintomas de toxicidades mais frequentes estão náusea, constipação, diarreia, vômito, estomatite, fadiga/astenia, redução do apetite e perda de peso.
De acordo com o Oncologista Clínico Gustavo Vasili Lucas, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, o medicamento para o câncer de esôfago proporcionará aos pacientes respostas duráveis em tumores avançados/metastáticos com tratamento prévio, com alto perfil de segurança e poucos efeitos colaterais.
Texto por: Instituto de Oncologia do Paraná – IOP



