Quem faz escova progressiva tem conhecimento que o formol é um dos produtos mais utilizados para deixar os fios de cabelos lisos.
Comum nos salões de beleza há muitos anos, o produto químico pode trazer muitos impactos negativos na saúde da pessoa que utiliza nos próprios cabelos ou no profissional que realiza o procedimento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite apenas 0,2% de formol em cosméticos, mas não com o objetivo de alisamento.
No entanto, o produto está presente em diversas marcas que infringem a norma, mesmo sendo realizadas diversas denúncias para o órgão responsável pela vistoria.
Alerta da OMS
Estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que o formol é um produto químico forte o suficiente para alterar o DNA.
Além disso, está relacionado ao aparecimento de tumores cancerígenos na região das vias aéreas, como nariz, boca, faringe, laringe e traqueia.
O desenvolvimento da doença está relacionado diretamente à quantidade de anos que a pessoa utiliza o produto para o alisamento.
A responsável técnica pela Farmácia na unidade IOP Mateus Leme, a farmacêutica Pâmella Hachbardt, explica que o formol é uma molécula altamente reativa.
Por isso pode formar ligações cruzadas entre proteínas e o DNA, podendo acarretar em dano celular.
Este dano celular e tecidual causado pelo formol pode ser seguido por uma hiperplasia regenerativa que resulta num aumento das taxas do turnover celular dentro da mucosa.
Sendo assim, o formaldeído pode atuar como um agente cancerígeno (oferecendo iniciação, promoção e progressão de neoplasia), em caso de exposição repetida e prolongada.
Além do câncer, o uso frequente do formol também pode causar reações alérgicas e doenças dermatológicas, como dermatite.
Para evitar qualquer tipo de risco para a saúde é fundamental que as pessoas busquem outras alternativas para alisar o cabelo sem utilizar o formol.
O alerta também serve para os cabeleireiros, pois quando realizam o procedimento inalam mais a fumaça do produto do que as clientes.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição por tempo prolongado aumenta o risco de desenvolvimento de câncer, em especial de nasofaringe e leucemias.
Texto por: Instituto de Oncologia do Paraná – IOP



