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Tratamento após a cirurgia para melanoma: quem deve receber?

O melanoma pode voltar em algumas pessoas após a cirurgia

O melanoma tem uma alta taxa de cura quando diagnosticado e tratado precocemente. Muitas vezes os pacientes estão curados após a cirurgia, que é considerada a primeira opção de tratamento. No entanto, algumas pessoas podem ter um risco maior de o melanoma voltar a aparecer após a cirurgia, o que é chamado de recorrência. Isso acontece porque algumas células de melanoma podem permanecer no corpo, mesmo se a cirurgia remover com sucesso todos os tumores visíveis.

O risco de recorrência é avaliado de acordo com as características do tumor, como espessura, ulceração, taxa de crescimento, presença de mutação genética e envolvimento dos linfonodos (células que atuam na defesa do nosso organismo). O melanoma de alto risco geralmente é mais profundo ou mais grosso (apresenta mais de 4 mm de espessura) no local primário ou que se espalhou para os linfonodos próximos.

E qual a melhor estratégia para quem tem risco de recorrência?

Nos últimos anos, alguns estudos nos deram ótimas respostas com opções de tratamento a quem tem risco maior: é o que chamamos de tratamento adjuvante. O tratamento adjuvante para o melanoma é uma terapia ou uma combinação de terapias que é administrada após a cirurgia. O objetivo do tratamento adjuvante é aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e retardar ou diminuir o risco de o melanoma voltar a aparecer.

Como já foi salientado, o tratamento adjuvante é recomendado para quem tem um alto risco de recorrência: principalmente pessoas que apresentam um melanoma mais espesso ou com envolvimento de linfonodos (também conhecido como melanoma avançado), além melanoma metastático que foi completamente retirado com a cirurgia.

Quais são as modalidades de terapia adjuvante?

Em alguns casos, podemos recomendar radioterapia como um tratamento adjuvante. Esse tipo de tratamento utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor, aliviando sintomas e deixando mais confortável quem convive com o melanoma.

Atualmente também já existem outras terapias adjuvantes mais recentes e promissoras e, entre elas, estão a imunoterapia e as terapias-alvo. A imunoterapia utiliza medicamentos que estimulam o sistema imunológico a destruir as células de melanoma. Já a terapia-alvo é um tratamento que inibe proteínas específicas que contribuem para o crescimento das células tumorais do melanoma.

A decisão sobre a necessidade de um ou uma combinação de tratamentos adjuvantes e qual a melhor opção para quem tem melanoma deve ser discutida com a equipe de oncologistas assistentes. O tratamento pode diferir de acordo com o estágio do melanoma, suas características genéticas (como a presença de mutações em algum gene), com a idade do paciente, a existência de outras doenças e mesmo as preferências pessoais de quem tem um melanoma com alto risco de recorrência.

Por Gustavo Vasili Lucas, oncologista clínico do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP

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