O mioma uterino é um dos tumores benignos mais comuns entre as mulheres na idade reprodutiva. Na maioria das vezes, ocorrem nas mulheres antes da menopausa, não causam sintomas. Portanto, não requerem tratamento. Contudo, mesmo sendo uma condição benigna, os miomas podem impactar a qualidade de vida e, em situações específicas, gerar complicações que exigem diagnóstico e acompanhamento especializado.
Os nódulos se desenvolvem a partir da multiplicação das células do músculo uterino e podem variar bastante em tamanho, quantidade e localização. Por isso, detectar precocemente e monitorar a evolução do mioma é fundamental para prevenir sintomas e garantir saúde reprodutiva. “O Mioma não é um câncer, mas precisa ser avaliado com responsabilidade. Com a identificação dos sintomas e diagnóstico correto, podemos iniciar tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida dessas mulheres, destaca Dra. Sabrina Godoy, ginecologista do IOP.
O que é mioma uterino? Quais são os tipos?
O mioma uterino, também chamado de leiomioma ou fibromioma, se originam de células do músculo liso do útero e são classificados de acordo com a sua localização.
- Subseroso: cresce na parte externa do útero
- Intramural: se desenvolve na parede muscular
- Submucoso: cresce na parte interna, frequentemente associado ao aumento do fluxo menstrual
Os miomas estão diretamente relacionados à influência hormonal, especialmente estrogênio e progesterona. Por isso, são mais comuns entre 25 e 50 anos e tendem a regredir após a menopausa.
Fatores que podem aumentar o risco:
• Histórico familiar
• Raça negra
• Baixa gestação ou ausência de gravidez
Sintomas do Mioma
A maior parte dos miomas passa despercebida, mas quando crescem ou são numerosos podem provocar:
- Sangramento menstrual intenso e prolongado
- Cólica mais forte que o habitual
- Inchaço e aumento do volume abdominal
- Pressão na bexiga ou no intestino
- Dor pélvica
- Dificuldade para engravidar
Esses sinais não devem ser ignorados, pois influenciam diretamente o bem-estar e a saúde feminina.
Quando o mioma pode se confundir com câncer
O mioma uterino não é câncer. O tumor maligno nessa região é o leiomiossarcoma, condição rara, responsável por menos de 1% dos tumores uterinos. Crescimento acelerado do nódulo, dor intensa e sangramento atípico exigem investigação porque são características clínicas que levantam suspeita. Nesses casos, exames complementares e avaliação detalhada devem ser realizados, orienta a ginecologista do IOP.
Diagnóstico do Mioma Uterino
O principal exame para detectar miomas é a ultrassonografia transvaginal, capaz de identificar número, localização e tamanho dos nódulos. Em casos selecionados, podem ser solicitados:
- Ressonância magnética do útero
- Histeroscopia para avaliar a cavidade uterina
- Biópsia quando há dúvida diagnóstica
Avaliação contínua com ginecologista é determinante para definir o melhor caminho terapêutico.
Como tratar o mioma uterino
O tratamento varia conforme sintomas, tamanho do mioma e planos reprodutivos da paciente. Entre as possibilidades estão:
- Acompanhamento clínico em casos assintomáticos
- Tratamento hormonal para controle de sangramento
- Miomectomia (cirurgia para remover o mioma preservando o útero)
- Embolização uterina, técnica menos invasiva que bloqueia a irrigação do mioma
- Histerectomia quando o útero está muito comprometido e não há desejo de gestação futura
“Cada mulher tem uma história diferente com o mioma. O melhor tratamento é aquele que considera seus sintomas, sua fase de vida e seu desejo de engravidar”, completa Dra. Sabrina.
Quem Tem mioma pode engravidar?
Sim. Muitas mulheres engravidam normalmente mesmo tendo miomas. Porém, quando localizados dentro da cavidade uterina, os nódulos podem:
- Dificulta implantação do embrião e aumentar o risco de abortamento
- Causar dor e sangramento durante a gestação
Por isso, o acompanhamento na gravidez deve ser mais frequente.
Acompanhamento é a melhor forma de cuidado
O mioma uterino é benigno e muito comum, mas pode trazer impactos físicos e emocionais nos casos mais graves. A avaliação regular com ginecologista permite detectar alterações precocemente, definir o melhor tratamento e preservar a saúde uterina e reprodutiva.
O IOP está preparado para oferecer diagnóstico preciso, tecnologia atualizada e cuidado integral às mulheres em todas as fases da vida.
Autocuidado é priorizar a sua saúde e trazer mais leveza para o seu dia a dia.
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Texto assinado por: Dra. Sabrina Godoy – IOP




